IntroduçãoEsta aula fecha a primeira parte do curso, dedicada à gestão de estoques. Ela não traz conteúdo novo: reúne em um só lugar os conceitos e as fórmulas das aulas 3 a 12, mostra como eles se encaixam e resolve um exercício que passa por todos eles, do histórico de vendas até o valor do estoque no balanço. Use-a para revisar antes de uma prova ou como consulta rápida; quando uma fórmula não estiver clara, volte à aula indicada.A gestão de estoques responde, em ordem, a uma sequência de perguntas:Que estoque queremos e como medir se ele está bom? Política de estoques e indicadores (aula 3).Que tipos de material temos? Tipos e classificação de estoques (aula 4).Quanto vamos consumir? Previsão de demanda (aulas 5 e 6).Quanto custa ter e não ter estoque? Custos de estoque (aula 7).Quanto pedir de cada vez? Lote econômico de compra (aula 8).Quanto guardar de reserva? Lead time e estoque de segurança (aula 9).Quando pedir? Revisão contínua e periódica (aula 10).Em quais itens concentrar o esforço? Classificação ABC e XYZ (aula 11).Quanto vale o estoque? Avaliação por PEPS, UEPS e custo médio (aula 12).Política e indicadores de estoqueA política de estoques é o acordo entre as áreas comercial, industrial e financeira sobre como controlar os estoques. Vendas e produção querem estoque alto para não faltar; o financeiro quer estoque baixo para não prender capital. A escolha de fundo é entre responsividade (mais estoque, atendimento rápido) e eficiência (menos estoque, menos custo). Os indicadores dizem se a política está sendo cumprida:IndicadorFórmulaO que medeNível de serviço (atendimento)requisições atendidas completas (ou no prazo) ÷ total de requisições recebidasEficácia do estoque em atender quem pedeAcuráciaitens com registro correto ÷ total de itens contadosConfiabilidade do cadastro e dos registrosGirodemanda (saídas) no período ÷ estoque médio no períodoQuantas vezes o estoque se renova no períodoCoberturaestoque ÷ demanda por unidade de tempo, ou dias do período ÷ giroPor quanto tempo o estoque atende sem reposiçãoRetorno de capital (RC)lucro anual em vendas ÷ capital investido em estoqueQuanto o capital empatado em estoque rendeO giro pode ser calculado em quantidade, para um item, ou em valor, para o estoque inteiro (custo das vendas ÷ estoque médio a custo). Giro alto e cobertura baixa indicam estoque enxuto; o contrário indica capital parado. Os dois são o inverso um do outro: um giro de 12 vezes por ano equivale a uma cobertura de cerca de um mês.Uma empresa teve custo das mercadorias vendidas de R$ 120.000,00 no ano e estoque médio de R$ 20.000,00. Considerando o ano comercial de 360 dias, quais são o giro e a cobertura?Gabarito: Giro de 6 vezes e cobertura de 60 dias — giro = 120.000 ÷ 20.000 = 6; cobertura = 360 ÷ 6 = 60 dias. Quem inverte a divisão encontra 0,17, que não é giro: é a fração do ano que o estoque dura.Tipos e classificação de materiaisClassificar é agrupar materiais por características semelhantes, para que o gestor trate categorias em vez de milhares de itens soltos. Um bom sistema de classificação é abrangente (cobre características físicas, financeiras e contábeis), flexível (permite cruzar classificações) e prático (simples e objetivo). As classificações mais usadas:Por aplicabilidade: matéria-prima, produto em processo (intermediário), produto acabado e material auxiliar;Por natureza contábil: material de consumo ou permanente. No setor público, a Portaria STN nº 448/2002 lista cinco critérios (durabilidade de até dois anos, fragilidade, perecibilidade, incorporabilidade e transformabilidade) que, se presentes, tornam o material de consumo;Por periculosidade e por perecibilidade;Por valor de consumo: classificação ABC;Por importância operacional (criticidade): classificação XYZ.Previsão de demandaToda decisão de estoque começa por uma previsão. Os métodos vistos nas aulas 5 e 6, do mais simples ao mais elaborado:MétodoFórmulaQuando usarÚltimo períodoprevisão do próximo período = demanda do último períodoDemanda estável, sem tendênciaMédia móvel de n períodossoma das n últimas demandas ÷ nDemanda estável com ruído; quanto maior n, mais suave e mais lenta para reagirMédia móvel ponderadaΣ (Di × Wi) ÷ Σ WiQuando os dados recentes devem pesar maisSuavização exponencialD̄t+1 = α × Dt + (1 − α) × D̄tAtualização simples a cada período; α entre 0 e 1 (α alto reage rápido, α baixo suaviza)Mínimos quadrados (regressão linear)Y = b + a × X, com a = [N × ΣXY − ΣX × ΣY] ÷ [N × ΣX² − (ΣX)²] e b = (ΣY − a × ΣX) ÷ NDemanda com tendência de crescimento ou quedaPara demanda sazonal, o índice de sazonalidade de um período é a demanda média daquele período dividida pela demanda média geral: um índice de 1,3 em dezembro indica que dezembro vende 30% acima da média.A previsão de vendas de um produto para maio era de 200 unidades e as vendas reais foram de 220. Usando suavização exponencial com α = 0,3, qual a previsão para junho?Gabarito: 206 unidades — 0,3 × 220 + 0,7 × 200 = 66 + 140 = 206. Quem troca os pesos encontra 214. Com α = 0,3 a previsão anda só 30% do erro na direção da venda real.Custos e lote econômicoOs custos de estoque se dividem em três famílias (aula 7):Custo de pedido (cp): tudo o que se gasta para emitir e receber um pedido (pessoal de compras, comunicação, recebimento, inspeção). Cresce com o número de pedidos;Custo de manutenção (cm): custo de capital, de armazenagem, de serviços (seguro, impostos) e de riscos (obsolescência, perdas, furtos). Cresce com o estoque médio e costuma ser expresso em R$ por unidade por ano ou em % do valor do item por ano;Custo de falta: venda perdida, multa, parada de produção, cliente insatisfeito.O custo total anual de um item, com demanda D, preço unitário c e lote Q (aula 8):CT = D × c + (Q / 2) × cm + (D / Q) × cpO lote que minimiza esse custo é o lote econômico de compra, que ocorre onde o custo de manutenção e o custo de pedido se igualam:LEC = √(2 × D × cp ÷ cm)Daí saem o número de pedidos por ano (D ÷ Q) e o intervalo entre pedidos (Q ÷ D). Cuidados: D e cm têm de estar no mesmo período (por ano, em geral); se cm for dado em %, multiplique pelo preço do item. Com descontos por quantidade, calcule o custo total completo (incluindo D × c, que muda com o preço) para o LEC e para a quantidade mínima de cada faixa de desconto, e escolha a menor.Uma empresa consome 7.200 unidades por ano de um item, gasta R$ 50,00 por pedido e o custo de manter uma unidade em estoque é de R$ 2,00 por ano. Qual o lote econômico e quantos pedidos por ano?Gabarito: 600 unidades e 12 pedidos — LEC = √(2 × 7.200 × 50 ÷ 2) = √360.000 = 600; pedidos = 7.200 ÷ 600 = 12. A opção 360.000 é o valor dentro da raiz, antes de extraí-la.Estoque de segurança e reposiçãoEntre o pedido e a entrega passa o lead time (tempo de ressuprimento), e nesse intervalo a demanda pode subir e a entrega pode atrasar. O estoque de segurança cobre essa incerteza (aula 9). Com demanda normalmente distribuída, desvio-padrão diário σD e lead time TR:ES = z × σD × √TRSe o lead time também varia (média t, desvio σt) e a demanda média é D:ES = z × √(σd² × t + σt² × D²)Nível de serviço60%90%95%98%99%z (número de desvios)0,251,281,652,062,33Com o estoque de segurança em mãos, escolhe-se o sistema de reposição (aula 10):Sistema Q (revisão contínua)Sistema P (revisão periódica)FixoQuantidade (Q, em geral o LEC)Intervalo (Ip = Q ÷ D)GatilhoEstoque atinge PP = Dt × tr + EsData da revisãoQuanto pedirQEmáx − Ea − pedidos em trânsito, com Emáx = Dt × (tr + Ip) + EsEstoque de segurançaz × σ × √Lz × σ × √(T + L)Estoque médioQ ÷ 2 + ES≈ D × Ip ÷ 2 + ESNote a raiz quadrada: o desvio da demanda cresce com a raiz do tempo, não com o tempo. Quadruplicar o lead time dobra o estoque de segurança.Um item tem demanda média de 100 unidades por dia, desvio-padrão de 20 unidades por dia e lead time fixo de 9 dias. Para nível de serviço de 95% (z = 1,65), qual o ponto de pedido no sistema Q?Gabarito: 999 unidades — ES = 1,65 × 20 × √9 = 99 e PP = 100 × 9 + 99 = 999. Quem esquece a raiz calcula ES = 297 e chega a 1.197; quem esquece o estoque de segurança fica com 900.Classificação ABC e XYZ e avaliação do estoqueCurva ABC (aula 11): ordene os itens pelo valor de consumo (quantidade × custo unitário), calcule o percentual acumulado e corte as classes. Tipicamente, poucos itens A (10% a 20%) concentram 65% a 80% do valor, e a maioria dos itens (C) soma 5% a 10%. Itens A recebem controle rigoroso e revisão contínua; itens C, controle simples.Classificação XYZ (aula 11): pela criticidade. X = baixa (falta pouco importa, fácil substituir); Y = média (há substituto, com algum custo); Z = máxima (vital, sem substituto). A ABC mede dinheiro, a XYZ mede consequência da falta; um item pode ser C e Z ao mesmo tempo. Em textos estrangeiros, XYZ também pode indicar a variabilidade da demanda: confira o sentido.Avaliação (aula 12): CMV = estoque inicial + compras − estoque final.PEPS: saem primeiro os custos mais antigos; o estoque final fica com os custos mais recentes;UEPS: saem primeiro os custos mais recentes; o estoque final fica com os mais antigos;Custo médio ponderado: móvel (recalculado a cada entrada) ou fixo (uma média no fim do período).Com preços em alta, o PEPS dá o menor CMV e o maior lucro; o UEPS, o contrário. No Brasil, o CPC 16 (R1) admite PEPS, custo médio ponderado e, para itens não intercambiáveis, identificação específica; o Regulamento do Imposto de Renda (Decreto nº 9.580/2018, art. 307) aceita o custo médio ou o custo dos bens adquiridos mais recentemente. O UEPS não é aceito, nem na contabilidade societária nem pelo fisco.Sobre ABC, XYZ e avaliação de estoques, qual afirmação está correta?Gabarito: Uma peça barata, classe C na curva ABC, pode ser classe Z se sua falta parar a produção — ABC mede valor de consumo e XYZ mede criticidade, então as duas são independentes. O custo unitário sozinho não define a classe A, a XYZ não olha quantidade e o UEPS não é aceito no Brasil.Exercício integrado resolvidoUma gráfica rápida quer organizar o estoque de papel A4 (em resmas). Dados:vendas dos últimos seis meses, em resmas: 1.010, 980, 1.020, 990, 1.000 e 1.010;a gráfica trabalha 300 dias por ano;custo da resma: R$ 25,00; custo de cada pedido: R$ 75,00; custo de manutenção: 20% ao ano sobre o valor do item;desvio-padrão da demanda diária: 8 resmas; lead time do fornecedor: 5 dias; nível de serviço desejado: 95% (z = 1,65).Passo 1: previsão. A demanda não mostra tendência, então uma média móvel basta. A média móvel dos três últimos meses é (990 + 1.000 + 1.010) ÷ 3 = 1.000 resmas por mês. (Uma suavização exponencial com α = 0,2, começando com previsão igual à primeira venda, chega a 1.004, praticamente o mesmo.) Demanda anual: D = 12 × 1.000 = 12.000 resmas; demanda diária: d = 12.000 ÷ 300 = 40 resmas por dia.Passo 2: lote econômico. cm = 20% × 25 = R$ 5,00 por resma por ano.LEC = √(2 × 12.000 × 75 ÷ 5) = √360.000 = 600 resmas.Número de pedidos = 12.000 ÷ 600 = 20 por ano; intervalo médio = 600 ÷ 40 = 15 dias de trabalho.CT = 12.000 × 25 + (600 ÷ 2) × 5 + 20 × 75 = 300.000 + 1.500 + 1.500 = R$ 303.000,00 por ano. Repare que, no LEC, o custo de manutenção (R$ 1.500) é igual ao custo de pedido (R$ 1.500).Custo de manutenção, custo de pedido e sua soma para o papel A4 do exercício. O mínimo da soma está em 600 resmas, onde as duas curvas se cruzam.Passo 3: estoque de segurança e ponto de pedido (sistema Q).ES = 1,65 × 8 × √5 = 29,5, arredondado para 30 resmas.PP = 40 × 5 + 30 = 230 resmas. Quando o estoque chegar a 230, pede-se um lote de 600.Estoque médio = 600 ÷ 2 + 30 = 330 resmas.Passo 4: indicadores. Giro anual = 12.000 ÷ 330 = 36,4 vezes. Cobertura = 330 ÷ 40 = 8,25 dias de trabalho.Passo 5: e se fosse revisão periódica? Com revisão a cada 15 dias:ES = 1,65 × 8 × √(15 + 5) = 59,0, arredondado para 60 resmas (o dobro, aproximadamente).Emáx = 40 × (5 + 15) + 60 = 860 resmas. Se na revisão houver 250 resmas e nada em trânsito, pede-se 860 − 250 = 610 resmas.Passo 6: ABC e XYZ. O consumo anual de cinco itens da gráfica:ItemConsumo anualCusto unitárioValor de consumo% acumuladoABCXYZPapel A4 (resma)12.000R$ 25,00R$ 300.00068,2%AZToner400R$ 180,00R$ 72.00084,5%BZCaneta30.000R$ 1,50R$ 45.00094,8%BXGrampeador500R$ 30,00R$ 15.00098,2%CYClipes (caixa)2.000R$ 4,00R$ 8.000100,0%CXCom cortes em 80% (A) e 95% (B), o papel é o único item A, com 68% do valor. Sem papel e sem toner a gráfica não imprime, então os dois são Z. Conclusão: o papel A4 é A e Z, justamente o item que justifica o controle contínuo, o estoque de segurança calculado e a negociação com o fornecedor. As canetas, B e X, podem ser revisadas periodicamente.Passo 7: avaliação do estoque. Num mês, a gráfica começou com 100 resmas a R$ 24,00, comprou 600 a R$ 25,00 e depois 600 a R$ 26,00, e consumiu 1.000 resmas. Restam 300. Total disponível: 2.400 + 15.000 + 15.600 = R$ 33.000,00.PEPS: as 300 que restam são do último lote: estoque final = 300 × 26 = R$ 7.800,00; CMV = 33.000 − 7.800 = R$ 25.200,00.Custo médio ponderado fixo: 33.000 ÷ 1.300 = R$ 25,3846 por resma; estoque final = R$ 7.615,38; CMV = R$ 25.384,62.UEPS (só para comparação, não aceito no Brasil): restam as mais antigas, 100 × 24 + 200 × 25 = R$ 7.400,00; CMV = R$ 25.600,00.Com o preço subindo, o PEPS dá o menor CMV; é ele ou o custo médio que a gráfica pode usar no balanço e no imposto.Para continuarCom isso fecha a Parte 1. A Parte 2 do curso trata de onde vem e para onde vai o material: compras (inclusive no setor público), almoxarifado, armazenagem e transporte. Muitas das ferramentas desta parte reaparecem lá: o lote econômico conversa com a negociação de compras, a curva ABC orienta a avaliação de fornecedores e o inventário, e o lead time é, em boa parte, um problema de transporte.ExercíciosVários destes exercícios vêm das provas de Logística do professor no CEFET/RJ (2018), com os enunciados revistos onde o dado era ambíguo.Fáceis1) (Prova CEFET/RJ, 2018) Em um inventário foram contados 16.915 itens: 4.910 da classe A, 9.125 da classe B e 2.880 da classe C. Foram encontradas divergências em 268 itens da classe A, 438 da classe B e 55 da classe C. Calcule a acurácia do estoque.2) (Prova CEFET/RJ, 2018) Uma loja de materiais de construção teve custo das mercadorias vendidas de R$ 26.000,00 no ano passado, e seu estoque médio, a custo, foi de R$ 2.470,00. Calcule o giro e a cobertura do estoque, considerando o ano de 365 dias.3) (Prova CEFET/RJ, 2018) A Eletrônica Estrela usa 3.000 unidades de um item por ano. O custo de cada pedido é de R$ 60,00 e o custo de manter uma unidade em estoque é de R$ 1,00 por ano. Quantas unidades ela deve pedir de cada vez para minimizar o custo total de estoque?4) (Prova CEFET/RJ, 2018) Uma empresa usa suavização exponencial com α = 0,30. A previsão para a primeira semana de julho era de 800 unidades e a demanda real foi de 850. Qual a previsão para a segunda semana?5) (Prova CEFET/RJ, 2018) Um supermercado vende em média 514 caixas por dia, com desvio-padrão de 73 caixas por dia. O fornecedor entrega em 1 dia. Para um nível de serviço de 90% (z = 1,28), quantas caixas devem ser mantidas como estoque de segurança?6) (Concurso DPE-AM, citado na prova CEFET/RJ de 2018) A classificação XYZ de materiais toma por base:a) a localização do item nos estoques da organização e dos fornecedores;b) a importância financeira do material, de acordo com o maior valor de demanda;c) a diferenciação entre material de consumo e material permanente;d) a perecibilidade do item, com ênfase nos prazos de armazenagem;e) o grau de criticidade ou imprescindibilidade do item nas atividades da organização.Difíceis7) (Prova CEFET/RJ, 2018) Um fabricante vendeu, neste ano, as seguintes quantidades do produto AM: janeiro 4.100, fevereiro 3.800, março 3.800, abril 4.000, maio 4.100, junho 4.200 e julho 4.900.a) Qual a previsão para agosto pelo método do último período?b) Qual a previsão para agosto pela média móvel de 3 meses?c) Sem conhecer ainda a venda real de agosto, e usando a previsão de agosto do item b no lugar dela, qual seria a previsão para setembro pela média móvel de 3 meses?d) Em outro produto, a demanda de janeiro tem sido, em média, de 270 unidades, e a demanda anual média é de 5.400 unidades. Calcule o índice de sazonalidade de janeiro e a previsão de janeiro para um ano em que a demanda anual prevista é de 6.000 unidades.8) (Prova CEFET/RJ, 2018) Uma loja compra um produto por R$ 5,00 a unidade. O fornecedor ofereceu descontos: de 1.000 a 1.999 unidades por pedido, R$ 4,80; a partir de 2.000 unidades, R$ 4,75. Cada pedido custa R$ 49,00, o custo de manutenção é de 20% ao ano sobre o preço do item e a demanda anual é de 5.000 unidades. Qual a quantidade mais econômica a pedir?9) (Prova CEFET/RJ, 2018) A demanda diária de balas de hortelã de uma distribuidora segue uma distribuição normal com média de 5.000 kg e desvio-padrão de 350 kg. O prazo de entrega do fabricante também é normal, com média de 5 dias e desvio-padrão de 2 dias. Calcule o estoque de segurança para um nível de serviço de 95% (z = 1,65). Qual das duas incertezas pesa mais no resultado?10) (Prova CEFET/RJ, 2018) Identifique o sistema de reposição usado em cada situação e calcule as variáveis pedidas.a) Seu Manoel vende 20 salgados por dia. Sempre que o estoque chega a 60 salgados, ele pede 80 à Dona Maria, que leva 2 dias para produzir e entregar. Calcule a demanda durante o lead time, o estoque de segurança implícito, o intervalo médio entre pedidos e o estoque médio.b) Todo mês de dezembro, uma escola pública verifica o estoque de canetas e pede a reposição, que chega em fevereiro (2 meses depois). O consumo é de 100 canetas por mês, o estoque de segurança é de 200 canetas e, na última verificação, havia 180 canetas e nenhum pedido em trânsito. Calcule o estoque máximo (estoque alvo), a quantidade a pedir e o estoque médio aproximado.11) Uma empresa começou o mês com 200 unidades a R$ 10,00. No dia 5 comprou 300 unidades a R$ 12,00; no dia 10 saíram 400 unidades; no dia 15 comprou 200 unidades a R$ 13,00; no dia 20 saíram 150 unidades. Calcule o CMV e o valor do estoque final pelo PEPS e pelo custo médio ponderado móvel, e explique por que o PEPS deu o menor CMV.Gabarito1) Total de divergências = 268 + 438 + 55 = 761 itens. Itens corretos = 16.915 − 761 = 16.154. Acurácia = 16.154 ÷ 16.915 = 95,5%. Por classe: A = (4.910 − 268) ÷ 4.910 = 94,5%; B = (9.125 − 438) ÷ 9.125 = 95,2%; C = (2.880 − 55) ÷ 2.880 = 98,1%. Repare que a classe A, a que mais importa, é a menos acurada: o inventário rotativo deveria contá-la com mais frequência.2) Giro = 26.000 ÷ 2.470 = 10,5 vezes por ano. Cobertura = 365 ÷ 10,53 = 34,7 dias (ou, direto, 2.470 ÷ 26.000 × 365 = 34,7 dias).3) LEC = √(2 × 3.000 × 60 ÷ 1) = √360.000 = 600 unidades por pedido, o que dá 3.000 ÷ 600 = 5 pedidos por ano.4) Previsão = 0,30 × 850 + 0,70 × 800 = 255 + 560 = 815 unidades.5) Com lead time de 1 dia, √1 = 1: ES = 1,28 × 73 × 1 = 93,4, arredondado para cima: 94 caixas. A demanda média (514) não entra no estoque de segurança; ela entraria no ponto de pedido (514 × 1 + 94 = 608).6) Alternativa e. A XYZ mede a criticidade (o efeito da falta); a importância financeira (b) é a ABC, e consumo x permanente (c) é a classificação por natureza contábil.7) a) Último período: a previsão de agosto é a venda de julho, 4.900.b) Média móvel de 3 meses: (4.100 + 4.200 + 4.900) ÷ 3 = 13.200 ÷ 3 = 4.400.c) Para setembro, os três últimos valores passam a ser junho, julho e a previsão de agosto: (4.200 + 4.900 + 4.400) ÷ 3 = 13.500 ÷ 3 = 4.500.d) Demanda média mensal = 5.400 ÷ 12 = 450. Índice de janeiro = 270 ÷ 450 = 0,6 (janeiro vende 40% abaixo da média). Previsão: (6.000 ÷ 12) × 0,6 = 500 × 0,6 = 300 unidades.8) Calcula-se o LEC em cada faixa de preço (cm = 20% do preço) e ajusta-se à quantidade mínima da faixa:a) R$ 5,00: LEC = √(2 × 5.000 × 49 ÷ 1,00) = 700, dentro da faixa. CT = 5.000 × 5,00 + (700 ÷ 2) × 1,00 + (5.000 ÷ 700) × 49 = 25.000 + 350 + 350 = R$ 25.700,00.b) R$ 4,80: LEC = √(2 × 5.000 × 49 ÷ 0,96) = 714, abaixo do mínimo de 1.000, então usa-se 1.000. CT = 24.000 + 500 × 0,96 + 5 × 49 = 24.000 + 480 + 245 = R$ 24.725,00.c) R$ 4,75: LEC = 718, abaixo do mínimo, então usa-se 2.000. CT = 23.750 + 1.000 × 0,95 + 2,5 × 49 = 23.750 + 950 + 122,50 = R$ 24.822,50.O menor custo total é o de 1.000 unidades a R$ 4,80. O desconto maior não compensa: economiza R$ 250 no preço, mas o estoque extra custa R$ 470 a mais de manutenção, e os pedidos economizam só R$ 122,50.9) ES = z × √(σd² × t + σt² × D²) = 1,65 × √(350² × 5 + 2² × 5.000²) = 1,65 × √(612.500 + 100.000.000) = 1,65 × √100.612.500 = 1,65 × 10.030,6 = cerca de 16.550 kg. A incerteza do prazo domina: a parcela dela (100.000.000) é mais de 160 vezes a da demanda (612.500). Reduzir o desvio do prazo de entrega reduziria muito mais o estoque do que prever melhor a demanda.10) a) Sistema Q (revisão contínua): o gatilho é o estoque atingir 60, e a quantidade é sempre 80. Demanda no lead time = 20 × 2 = 40; ES = PP − demanda no lead time = 60 − 40 = 20 salgados; intervalo médio = Q ÷ D = 80 ÷ 20 = 4 dias; estoque médio = 80 ÷ 2 + 20 = 60 salgados.b) Sistema P (revisão periódica): o gatilho é a data. Intervalo de revisão = 12 meses; lead time = 2 meses. Estoque alvo = D × (IR + L) + ES = 100 × (12 + 2) + 200 = 1.600 canetas. Pedido = 1.600 − 180 = 1.420 canetas. Estoque médio ≈ D × IR ÷ 2 + ES = 100 × 12 ÷ 2 + 200 = 800 canetas.11) Total disponível no mês = 200 × 10 + 300 × 12 + 200 × 13 = 2.000 + 3.600 + 2.600 = R$ 8.200,00; saem 550 unidades e restam 150.a) PEPS: a saída do dia 10 (400) leva as 200 a R$ 10 e 200 das de R$ 12 = 2.000 + 2.400 = R$ 4.400; sobram 100 a R$ 12. A saída do dia 20 (150) leva as 100 a R$ 12 e 50 das de R$ 13 = 1.200 + 650 = R$ 1.850. CMV = 4.400 + 1.850 = R$ 6.250,00; estoque final = 150 × 13 = R$ 1.950,00.b) Custo médio móvel: depois da compra do dia 5, (2.000 + 3.600) ÷ 500 = R$ 11,20; saída do dia 10 = 400 × 11,20 = R$ 4.480, sobram 100 a R$ 11,20 = R$ 1.120. Depois da compra do dia 15, (1.120 + 2.600) ÷ 300 = R$ 12,40; saída do dia 20 = 150 × 12,40 = R$ 1.860. CMV = 4.480 + 1.860 = R$ 6.340,00; estoque final = 150 × 12,40 = R$ 1.860,00.Conferência: nos dois métodos, CMV + estoque final = R$ 8.200,00. Com preços subindo, o PEPS manda para o CMV os custos mais antigos (mais baratos) e deixa no estoque os mais recentes, por isso dá o menor CMV e o maior estoque final.
Reações
0
0 Comentários
Seja o primeiro a comentar
Nada aqui ainda.