IntroduçãoAté aqui medimos o estoque em unidades: quantas pedir, quantas guardar de segurança, em que nível pedir. Mas o estoque também é dinheiro. Ele aparece no balanço patrimonial como ativo, e cada unidade vendida vira custo da mercadoria vendida (CMV) na demonstração de resultado. A pergunta desta aula é: quanto vale cada unidade que sai e cada unidade que fica?Parece simples, mas não é. O mesmo produto costuma ser comprado várias vezes por preços diferentes. Quando uma unidade é vendida, de qual lote ela saiu, do mais antigo e barato ou do mais novo e caro? Fisicamente, as unidades são iguais; contabilmente, a resposta muda o lucro, o imposto e o valor do estoque no balanço. Os três métodos clássicos para responder a essa pergunta são:PEPS: primeiro a entrar, primeiro a sair (em inglês, FIFO: first in, first out);UEPS: último a entrar, primeiro a sair (LIFO: last in, first out);Custo médio ponderado: cada unidade vale a média ponderada do custo das unidades em estoque.Uma observação antes de começar: o método de avaliação é uma convenção de custo, não uma regra de movimentação física. Um supermercado deve, sim, tirar das prateleiras primeiro o leite que vence antes, e isso é boa prática de armazenagem; mas a contabilidade pode avaliar esse mesmo estoque pelo custo médio. As duas coisas são independentes.O que entra no custo de uma unidadeAntes de escolher o método, é preciso saber o custo de cada entrada. Pelo Pronunciamento Técnico CPC 16 (R1) – Estoques, a norma brasileira equivalente à norma internacional IAS 2, o custo de aquisição compreende o preço de compra, os impostos de importação e outros tributos (exceto os recuperáveis junto ao fisco), os custos de transporte, seguro, manuseio e outros diretamente atribuíveis à aquisição, deduzidos descontos comerciais e abatimentos (item 11).Na prática: o frete e o seguro pagos pelo comprador entram no custo; o desconto comercial sai; e um imposto que a empresa vai recuperar como crédito (como o ICMS, para uma empresa que tem direito ao crédito) também sai, porque não é custo, é um valor a receber do fisco.Exemplo simplificado: uma empresa compra 100 unidades por R$ 1.000,00, com R$ 180,00 de ICMS destacado na nota que ela pode creditar, e paga R$ 50,00 de frete. O custo das 100 unidades é 1.000 − 180 + 50 = R$ 870,00, ou R$ 8,70 por unidade.A ficha de controle de estoqueO instrumento de trabalho é a ficha de controle de estoque (também chamada de ficha kardex ou ficha de estoque), que todo ERP gera automaticamente. Cada linha é uma movimentação, e cada uma tem três blocos de colunas: entradas, saídas e saldo, cada bloco com quantidade, custo unitário e valor total.A relação que amarra tudo é:CMV = estoque inicial + compras − estoque finalEla vale em qualquer método. O que muda de um método para outro é só a divisão do mesmo total entre o que foi vendido (CMV) e o que ficou (estoque final).Vamos usar o mesmo exemplo nos três métodos. Uma loja tem a seguinte movimentação de um produto em março, num período de preços em alta:DataMovimentoQuantidadeCusto unitário01/03Estoque inicial100R$ 10,0005/03Compra200R$ 12,0010/03Venda150—18/03Compra100R$ 13,0025/03Venda180—O total disponível no mês é de 400 unidades, que custaram 1.000 + 2.400 + 1.300 = R$ 4.700,00. Foram vendidas 330 e sobraram 70. Cada unidade foi vendida a R$ 20,00, o que dá receita de R$ 6.600,00.PEPS: primeiro a entrar, primeiro a sairNo PEPS, as saídas são baixadas pelo custo dos lotes mais antigos. Consequentemente, o que fica em estoque no fim do período são os itens comprados mais recentemente (CPC 16, item 27).DataMovimentoSaída: de quais lotesCusto da saídaSaldo (qtd.)Saldo (R$)01/03Estoque inicial100 a 101.00005/03Compra 200 a 12100 a 10 + 200 a 123.40010/03Venda 150100 a 10 + 50 a 121.600150 a 121.80018/03Compra 100 a 13150 a 12 + 100 a 133.10025/03Venda 180150 a 12 + 30 a 132.19070 a 13910CMV = 1.600 + 2.190 = R$ 3.790,00; estoque final = R$ 910,00. Conferindo: 3.790 + 910 = 4.700.Com preços subindo, o PEPS joga no CMV os custos antigos (mais baratos) e deixa no balanço os custos novos. Resultado: CMV menor, lucro maior e um estoque final que reflete bem o preço atual de reposição.UEPS: último a entrar, primeiro a sairNo UEPS, as saídas são baixadas pelo custo dos lotes mais recentes, e o estoque final fica com os custos mais antigos.DataMovimentoSaída: de quais lotesCusto da saídaSaldo (qtd.)Saldo (R$)01/03Estoque inicial100 a 101.00005/03Compra 200 a 12100 a 10 + 200 a 123.40010/03Venda 150150 a 121.800100 a 10 + 50 a 121.60018/03Compra 100 a 13100 a 10 + 50 a 12 + 100 a 132.90025/03Venda 180100 a 13 + 50 a 12 + 30 a 102.20070 a 10700CMV = 1.800 + 2.200 = R$ 4.000,00; estoque final = R$ 700,00. Conferindo: 4.000 + 700 = 4.700.Com preços subindo, o UEPS joga no CMV os custos mais novos (mais caros): o CMV fica maior, o lucro menor e o estoque do balanço fica avaliado a preços antigos, que podem estar muito defasados se o produto ficar anos em estoque.Num período de preços em alta, qual método de avaliação apresenta o maior lucro bruto e o estoque final mais próximo do preço atual de reposição?Gabarito: PEPS — ele baixa primeiro os custos antigos (mais baratos), o que reduz o CMV e aumenta o lucro, e deixa no estoque os custos mais recentes. O UEPS faz o contrário. O total CMV + estoque final é igual nos três, mas a divisão muda, e com ela o lucro.Custo médio ponderadoNo custo médio, cada unidade em estoque vale a média ponderada do custo de todas as unidades. Há duas versões (CPC 16, item 27: a média pode ser determinada em base periódica ou à medida que cada lote é recebido):Média ponderada móvel (ou contínua): a média é recalculada a cada entrada:novo custo médio = (valor do saldo + valor da entrada) ÷ (quantidade do saldo + quantidade da entrada)As saídas são baixadas pelo custo médio vigente naquele momento e não alteram a média.DataMovimentoCusto médioCusto da saídaSaldo (qtd.)Saldo (R$)01/03Estoque inicial10,001001.000,0005/03Compra 200 a 123.400 ÷ 300 = 11,333...3003.400,0010/03Venda 15011,333...1.700,001501.700,0018/03Compra 100 a 133.000 ÷ 250 = 12,002503.000,0025/03Venda 18012,002.160,0070840,00CMV = 1.700 + 2.160 = R$ 3.860,00; estoque final = R$ 840,00. Uma dica de cálculo: guarde o custo médio com todas as casas decimais (ou trabalhe com o valor do saldo) e arredonde só no fim; arredondar 11,333... para 11,33 em cada linha acumula diferenças de centavos.Média ponderada fixa (ou periódica): calcula-se uma única média no fim do período, com tudo o que esteve disponível: 4.700 ÷ 400 = R$ 11,75. Então CMV = 330 × 11,75 = R$ 3.877,50 e estoque final = 70 × 11,75 = R$ 822,50. É mais simples, mas só se conhece o custo das vendas depois do fechamento do período.Comparando os métodosPEPSCusto médio móvelUEPSReceita6.6006.6006.600CMV3.7903.8604.000Lucro bruto2.8102.7402.600Estoque final910840700CMV + estoque final4.7004.7004.700Mesmas compras e mesmas vendas avaliadas pelos três métodos. Com preços em alta, o PEPS dá o maior lucro e o maior estoque final; o UEPS, o menor; o custo médio fica entre os dois.Três conclusões:Com preços em alta, a ordem é sempre a mesma: o PEPS tem o menor CMV e o maior lucro; o UEPS, o maior CMV e o menor lucro; o custo médio fica no meio. Com preços em queda, a ordem se inverte.O total não muda: o método só decide quanto do custo vai para o resultado agora e quanto fica no balanço para o próximo período.O método afeta os indicadores da aula sobre política de estoques: o giro em valor (CMV ÷ estoque médio) e a cobertura mudam conforme o método. Ao comparar o giro de duas empresas, confira se elas avaliam o estoque da mesma forma.Uma empresa avalia seu estoque pelo custo médio ponderado móvel. Ela tem 200 unidades valendo R$ 2.000,00 e compra mais 300 unidades a R$ 15,00. Qual o novo custo médio?Gabarito: R$ 13,00 — (2.000 + 300 × 15) ÷ (200 + 300) = 6.500 ÷ 500 = 13,00. A resposta R$ 12,50 é a média simples dos dois preços (10 e 15), que ignora que o lote novo é maior.E no Brasil? O UEPS não é aceitoEste é o ponto que mais aparece em provas e na vida real.Na contabilidade societária, o CPC 16 (R1), item 25, determina que o custo dos estoques seja atribuído pelo critério PEPS ou pelo custo médio ponderado, e que a entidade use o mesmo critério para todos os estoques de natureza e uso semelhantes. Para itens que não são intercambiáveis ou que são produzidos para projetos específicos (um imóvel, uma máquina sob encomenda), usa-se a identificação específica do custo de cada item (itens 23 e 24). O UEPS não está entre os critérios permitidos. O mesmo vale para a norma internacional IAS 2, que eliminou o LIFO na revisão de 2003. Nos Estados Unidos, as regras locais (US GAAP) ainda permitem o LIFO, e por isso ele continua aparecendo em livros americanos.Na legislação do Imposto de Renda, o Regulamento do Imposto de Renda (Decreto nº 9.580/2018), art. 307, diz que o valor dos bens existentes no encerramento do período de apuração poderá ser o custo médio ou o custo dos bens adquiridos ou produzidos mais recentemente, admitida ainda a avaliação pelo preço de venda subtraída a margem de lucro (base legal: Decreto-Lei nº 1.598/1977, art. 14). Ficar com os bens mais recentes no estoque final é exatamente o resultado do PEPS. O UEPS, que deixa no estoque os bens mais antigos, não se enquadra e não é aceito pelo fisco.Por que o fisco não aceita? Basta olhar o exemplo: com preços em alta, o UEPS reduz o lucro de R$ 2.810,00 para R$ 2.600,00. Menos lucro significa menos IRPJ e CSLL. No regime de lucro real, em que a alíquota somada pode chegar a 34%, seriam até R$ 71,40 a menos de imposto num exemplo minúsculo; numa empresa grande, num país com inflação, a diferença é enorme. Além disso, o UEPS deixa o estoque do balanço avaliado a preços muito antigos, o que distorce o patrimônio.Dois complementos da norma que valem para qualquer método:Custo ou valor realizável líquido, dos dois o menor (CPC 16, item 9). Se a mercadoria ficou obsoleta, estragou ou o preço de venda caiu abaixo do custo, o estoque tem de ser reduzido ao valor que de fato se espera receber (preço de venda estimado menos as despesas para vender).Consistência: escolhido o método, ele deve ser mantido. Trocar de método a cada ano para escolher o lucro mais conveniente tornaria os números incomparáveis.Então, para que estudar o UEPS? Por três motivos: ele cai em concursos e provas, aparece em literatura estrangeira e pode ser usado internamente, em relatórios gerenciais, para mostrar a margem a custo de reposição. Só não pode ser usado no balanço publicado nem na apuração do imposto.Uma empresa brasileira tributada pelo lucro real quer usar o UEPS para reduzir o imposto num ano de inflação alta. O que se pode afirmar?Gabarito: Não pode: o CPC 16 só admite PEPS ou custo médio (além da identificação específica) e o RIR não aceita o UEPS — o art. 307 do Decreto 9.580/2018 admite o custo médio ou o custo dos bens adquiridos mais recentemente (o efeito do PEPS). A consistência é exigida, mas não torna aceitável um método que a norma não prevê.ReferênciasCOMITÊ DE PRONUNCIAMENTOS CONTÁBEIS. Pronunciamento Técnico CPC 16 (R1) – Estoques. Correlação às normas internacionais: IAS 2.BRASIL. Decreto nº 9.580, de 22 de novembro de 2018 (Regulamento do Imposto sobre a Renda), art. 307.GONÇALVES, Paulo. Administração de materiais. Elsevier Brasil, 2017.ExercíciosFáceis1) No exemplo da aula, calcule o CMV e o estoque final pela média ponderada fixa e explique por que o resultado é diferente da média móvel.2) Uma empresa compra 500 unidades de um produto por R$ 4.000,00 (valor da nota, já com o desconto comercial). A nota destaca R$ 480,00 de ICMS, que a empresa pode aproveitar como crédito, e a empresa paga R$ 200,00 de frete. Qual o custo de cada unidade para o estoque?3) Uma empresa usa o custo médio ponderado móvel. Ela tem 80 unidades em estoque valendo R$ 1.200,00 e compra mais 120 unidades a R$ 17,50. Qual o novo custo médio?4) Uma loja começou o ano com R$ 12.000,00 de estoque, comprou R$ 45.000,00 em mercadorias e terminou o ano com R$ 9.500,00 em estoque. Qual o CMV do ano?5) Num período de preços em queda, qual método dá o maior lucro bruto? E, entre os métodos aceitos no Brasil, qual dá o maior lucro?Difíceis6) Uma distribuidora teve a seguinte movimentação de um item em um mês: dia 01, estoque inicial de 50 unidades a R$ 8,00; dia 03, compra de 100 unidades a R$ 9,00; dia 12, venda de 120 unidades; dia 20, compra de 80 unidades a R$ 10,00; dia 28, venda de 60 unidades. Monte a ficha de controle de estoque e calcule o CMV e o estoque final pelo PEPS, pelo UEPS e pelo custo médio ponderado móvel.7) Com os dados do exercício 6, sabendo que cada unidade foi vendida a R$ 15,00, calcule o lucro bruto em cada método e diga qual deles a empresa pode usar no balanço e na apuração do imposto.8) Uma loja de eletrônicos tem a seguinte movimentação de um produto cujo preço de compra está caindo: estoque inicial de 60 unidades a R$ 20,00; compra de 100 unidades a R$ 18,00; venda de 120 unidades; compra de 80 unidades a R$ 15,00; venda de 70 unidades. Cada unidade foi vendida a R$ 25,00. Calcule o CMV, o estoque final e o lucro bruto pelo PEPS e pelo custo médio ponderado móvel. Qual dá o maior lucro, e por quê?9) No exemplo da aula, o estoque final pelo PEPS é de 70 unidades a R$ 13,00 (R$ 910,00). No fechamento, o produto ficou desatualizado: a empresa espera vendê-lo por R$ 12,00 a unidade, com R$ 1,50 por unidade de despesas para vender. Por quanto o estoque deve aparecer no balanço, e qual a perda a reconhecer?10) Com os dados dos exercícios 6 e 7, calcule o giro do estoque em valor (CMV ÷ estoque médio, com o estoque médio igual à média entre o estoque inicial e o final) pelo PEPS e pelo custo médio móvel. O que esse resultado ensina sobre comparar o giro de duas empresas (veja a aula sobre política de estoques e giro)?Gabarito1) Média fixa = custo de tudo o que esteve disponível ÷ unidades disponíveis = 4.700 ÷ 400 = R$ 11,75.CMV = 330 × 11,75 = R$ 3.877,50; estoque final = 70 × 11,75 = R$ 822,50.É diferente da média móvel (CMV de R$ 3.860,00) porque a média fixa aplica a todas as vendas, inclusive às do dia 10, o custo da compra do dia 18 (R$ 13,00), que ainda nem existia quando a venda aconteceu; a móvel usa só os custos conhecidos em cada data.2) O ICMS recuperável sai do custo e o frete entra: 4.000 − 480 + 200 = R$ 3.720,00. Por unidade: 3.720 ÷ 500 = R$ 7,44.3) (1.200 + 120 × 17,50) ÷ (80 + 120) = (1.200 + 2.100) ÷ 200 = 3.300 ÷ 200 = R$ 16,50.4) CMV = estoque inicial + compras − estoque final = 12.000 + 45.000 − 9.500 = R$ 47.500,00.5) Com preços em queda, a ordem se inverte: o UEPS joga no CMV os custos mais recentes, que agora são os mais baratos, e dá o maior lucro. Entre os métodos aceitos no Brasil (PEPS e custo médio), o custo médio dá o maior lucro, porque o PEPS passa a jogar no CMV os custos antigos, que são os mais caros.6) Total disponível: 50 + 100 + 80 = 230 unidades, que custaram 400 + 900 + 800 = R$ 2.100,00. Vendidas 120 + 60 = 180; ficam 50.PEPS: venda do dia 12 = 50 × 8 + 70 × 9 = 400 + 630 = 1.030 (sobram 30 a 9); venda do dia 28 = 30 × 9 + 30 × 10 = 270 + 300 = 570. CMV = R$ 1.600,00; estoque final = 50 × 10 = R$ 500,00.UEPS: venda do dia 12 = 100 × 9 + 20 × 8 = 900 + 160 = 1.060 (sobram 30 a 8); venda do dia 28 = 60 × 10 = 600. CMV = R$ 1.660,00; estoque final = 30 × 8 + 20 × 10 = R$ 440,00.Custo médio móvel: após a compra do dia 03, média = (400 + 900) ÷ 150 = 1.300 ÷ 150 = 8,666...; venda do dia 12 = 120 × 8,666... = 1.040,00; saldo de 30 unidades = 260,00. Após a compra do dia 20, média = (260 + 800) ÷ 110 = 1.060 ÷ 110 = 9,6364; venda do dia 28 = 60 × 9,6364 = 578,18. CMV = R$ 1.618,18; estoque final = 50 × 9,6364 = R$ 481,82.Em todos, CMV + estoque final = R$ 2.100,00.7) Receita = 180 × 15 = R$ 2.700,00. Lucro bruto = receita − CMV:PEPS: 2.700 − 1.600 = R$ 1.100,00;custo médio: 2.700 − 1.618,18 = R$ 1.081,82;UEPS: 2.700 − 1.660 = R$ 1.040,00.No balanço e no imposto, a empresa pode usar o PEPS ou o custo médio; o UEPS, não (CPC 16 e art. 307 do RIR).8) Total disponível: 60 × 20 + 100 × 18 + 80 × 15 = 1.200 + 1.800 + 1.200 = R$ 4.200,00 (240 unidades). Vendidas 190; ficam 50. Receita = 190 × 25 = R$ 4.750,00.PEPS: primeira venda = 60 × 20 + 60 × 18 = 1.200 + 1.080 = 2.280 (sobram 40 a 18); segunda venda = 40 × 18 + 30 × 15 = 720 + 450 = 1.170. CMV = R$ 3.450,00; estoque final = 50 × 15 = R$ 750,00; lucro bruto = 4.750 − 3.450 = R$ 1.300,00.Custo médio móvel: média após a primeira compra = (1.200 + 1.800) ÷ 160 = 18,75; primeira venda = 120 × 18,75 = 2.250 (saldo de 40 = 750); média após a segunda compra = (750 + 1.200) ÷ 120 = 16,25; segunda venda = 70 × 16,25 = 1.137,50. CMV = R$ 3.387,50; estoque final = 50 × 16,25 = R$ 812,50; lucro bruto = 4.750 − 3.387,50 = R$ 1.362,50.O custo médio dá o maior lucro: com preços caindo, o PEPS baixa primeiro os lotes antigos, que são os mais caros. Conferência: 3.450 + 750 = 3.387,50 + 812,50 = 4.200.9) Valor realizável líquido por unidade = 12,00 − 1,50 = R$ 10,50, menor que o custo de R$ 13,00. Vale o menor dos dois (CPC 16, item 9): 70 × 10,50 = R$ 735,00 no balanço. Perda a reconhecer: 910 − 735 = R$ 175,00.10) Estoque inicial: 50 × 8 = R$ 400,00 (igual nos dois métodos).PEPS: estoque médio = (400 + 500) ÷ 2 = 450; giro = 1.600 ÷ 450 = 3,56.Custo médio: estoque médio = (400 + 481,82) ÷ 2 = 440,91; giro = 1.618,18 ÷ 440,91 = 3,67.A mesma loja, com as mesmas compras e vendas, mostra giros diferentes só por causa do método de avaliação. Antes de comparar o giro em valor de duas empresas, confira se elas avaliam o estoque da mesma forma.
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