Demonstração do Valor Adicionado (DVA)

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O que é a DVA, quem é obrigado a publicá-la, como ela mostra a riqueza gerada e sua distribuição (CPC 09), com exemplo da Petrobras e exercícios.

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Imagine duas empresas: uma lucra R$ 1 bilhão com 500 funcionários; a outra lucra R$ 1 bilhão com 50 mil funcionários. Pela DRE elas parecem iguais. Mas será que geram o mesmo impacto econômico? Não.

Foi justamente para responder a esse tipo de pergunta que surgiu a Demonstração do Valor Adicionado (DVA).

A DVA procura responder: "Quanta riqueza a empresa gerou para a sociedade, e como essa riqueza foi distribuída?"

O que é a DVA?

A Demonstração do Valor Adicionado mostra duas coisas: 1. quanta riqueza a empresa criou; 2. como essa riqueza foi distribuída entre empregados, governo, financiadores, acionistas e a própria empresa (lucros retidos). A norma que a regula é o CPC 09 – Demonstração do Valor Adicionado.

Exemplo simples: uma indústria vende R$ 1.000.000, mas comprou de terceiros matérias-primas no valor de R$ 600.000. Então ela agregou 1.000.000 − 600.000 = R$ 400.000. Esses R$ 400 mil são o valor adicionado bruto: a riqueza que a própria empresa criou sobre o que comprou de outras empresas.

Uma empresa teve receitas de R$ 1.000 mil, insumos adquiridos de terceiros de R$ 600 mil, depreciação de R$ 50 mil e receitas financeiras de R$ 30 mil. Qual o valor adicionado total a distribuir?

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Gabarito: R$ 380 mil — 1.000 − 600 = 400 (valor adicionado bruto); − 50 de depreciação = 350 (líquido); + 30 recebidos em transferência = 380. R$ 400 mil é só o valor adicionado bruto.

Quem é obrigado a publicar a DVA

  • Companhias abertas: a DVA é obrigatória para elas desde a Lei 11.638/07, que a incluiu no art. 176, V, da Lei 6.404/76.
  • Empresas estatais: a Lei 13.303/2016 (art. 7º) manda as empresas públicas e sociedades de economia mista, mesmo de capital fechado, seguirem a Lei 6.404/76 e as normas da CVM na elaboração das demonstrações financeiras. Por isso elas também costumam publicar a DVA.
  • Demais empresas: sociedades limitadas, companhias fechadas e empresas do Simples Nacional não são obrigadas por lei, mas podem publicá-la voluntariamente, seguindo o CPC 09.

A DVA é uma particularidade brasileira: as normas internacionais (IFRS) não a exigem. Por isso, o CPC 09 orienta as companhias que publicam demonstrações em IFRS a apresentá-la como informação suplementar.

Quem é obrigado por lei a publicar a DVA?

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Gabarito: As companhias abertas, pelo art. 176, V, da Lei 6.404/76 — incluído pela Lei 11.638/07. As IFRS não exigem a DVA; ela é uma particularidade brasileira.

Por que a DVA existe?

A DRE foi criada pensando principalmente nos acionistas e investidores: ela termina no lucro, que é o que pertence a eles. A DVA tem uma visão mais ampla. Ela mostra o impacto da empresa sobre trabalhadores, governo, credores, acionistas e a economia como um todo.

Estrutura da DVA

A DVA tem duas grandes partes: a geração da riqueza (quanto a empresa criou) e a distribuição da riqueza (para quem essa riqueza foi). O total das duas é sempre igual.

Geração da riqueza

A sequência é esta:

Receitas

Vendas de mercadorias, produtos e serviços, outras receitas e a constituição ou reversão de perdas estimadas com créditos de liquidação duvidosa. Atenção: na DVA as receitas entram pelo valor bruto, incluindo os tributos sobre vendas (ICMS, IPI, PIS, Cofins), porque esses tributos fazem parte da riqueza criada e aparecem depois na distribuição, como parcela do governo.

Insumos adquiridos de terceiros

Tudo o que foi comprado de outras empresas: custo das mercadorias e matérias-primas consumidas, energia, serviços de terceiros, fretes e outros materiais, também com os tributos incluídos. As perdas e recuperações de valores de ativos (como o impairment) também entram aqui.

Valor adicionado bruto

Receitas − Insumos adquiridos de terceiros.

Retenções

Depreciação, amortização e exaustão: a parte dos ativos que a empresa consumiu no período.

Valor adicionado líquido produzido pela entidade

Valor adicionado bruto − Retenções. É a riqueza efetivamente gerada pela operação.

Valor adicionado recebido em transferência

Riqueza produzida por terceiros que chegou à empresa: resultado de equivalência patrimonial, receitas financeiras (inclusive variações cambiais ativas), dividendos recebidos de investimentos avaliados pelo custo, aluguéis e royalties recebidos.

Valor adicionado total a distribuir

Valor adicionado líquido + Valor recebido em transferência. É a riqueza total disponível para distribuição.

Distribuição da riqueza

Aqui aparece a parte mais interessante: a DVA mostra quem ficou com a riqueza. O CPC 09 define cinco grupos.

Pessoal

Remuneração direta (salários, férias, 13º salário, participação nos lucros), benefícios (assistência médica, alimentação, transporte, previdência privada) e FGTS.

Impostos, taxas e contribuições

Tributos federais, estaduais e municipais: IRPJ, CSLL, PIS, Cofins, IPI, ICMS, ISS, IPTU e também o INSS a cargo da empresa, que, apesar de ser um encargo sobre a folha, vai para o governo e não para o empregado. Com a reforma tributária (EC 132/2023 e LC 214/2025), a CBS e o IBS entram aqui: 2026 é o ano de teste, com alíquotas simbólicas; a partir de 2027 a CBS substitui o PIS e a Cofins; e o ICMS e o ISS vão sendo reduzidos até deixarem de existir em 2033.

Remuneração de capitais de terceiros

Juros e variações cambiais passivas de empréstimos e financiamentos, aluguéis e outras remunerações pagas a terceiros, como royalties e franquias. O valor emprestado em si não entra: só a remuneração paga pelo uso do dinheiro ou do bem.

Remuneração de capitais próprios

Dividendos e juros sobre capital próprio.

Lucros retidos ou prejuízo do exercício

A parcela do lucro que ficou na empresa (reservas). Nas demonstrações consolidadas, a parcela dos acionistas não controladores aparece separadamente.

Uma empresa tomou um empréstimo de R$ 100.000 e pagou R$ 12.000 de juros no ano. Quanto aparece em remuneração de capitais de terceiros na DVA?

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Gabarito: R$ 12.000 — só a remuneração pelo uso do dinheiro (os juros) é distribuição de riqueza. O valor emprestado é captação de recursos e não passa pela DVA.

Na DVA, em qual grupo entra a contribuição previdenciária (INSS) a cargo da empresa sobre a folha de pagamento?

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Gabarito: Impostos, taxas e contribuições — embora seja calculado sobre a folha, o INSS patronal vai para o governo. Em Pessoal fica o FGTS, que pertence ao empregado.

Situações a verificar na DVA

Lucro pequeno e impostos gigantes

Muito comum nos setores de petróleo, mineração e energia. Exemplo: lucro de R$ 5 bilhões, mas impostos de R$ 25 bilhões. A empresa parece pouco lucrativa, mas gera enorme riqueza para o governo.

Funcionários recebendo mais que acionistas

Pode ocorrer em estatais, bancos e empresas intensivas em mão de obra. O investidor pode perguntar: a riqueza está beneficiando quem?

Juros consumindo grande parte da riqueza

Exemplo: credores recebendo R$ 30 bilhões em juros, e acionistas recebendo apenas R$ 2 bilhões. Isso indica endividamento elevado e pressão financeira.

Acionistas recebendo quase tudo

Pode indicar distribuição excessiva, baixo reinvestimento e risco de perda de crescimento futuro.

O que os investidores observam?

  • O acionista está ficando com uma parcela relevante?
  • Quanto da riqueza vai para o governo?
  • Quão eficiente é a empresa? Ela gera muito valor adicionado com relativamente poucos insumos?
  • Quanto vai para bancos e outros financiadores?
  • Quanto vai para os funcionários?

Limitações da DVA

A DVA é excelente para análise social e econômica, relatórios de ESG e estudos de impacto econômico. Mas ela tem limitações: não mostra se a empresa gera caixa, se o lucro é sustentável, se o patrimônio está crescendo nem se existe risco financeiro. Para isso continuamos precisando do Balanço Patrimonial, da DRE, da DFC, da DRA e da DMPL.

Exemplo com a Petrobras

A imagem abaixo é a DVA consolidada da Petrobras do 1º trimestre de 2026, comparada com o 1º trimestre de 2025.

DVA da Petrobras
DVA da Petrobras

A Petrobras gerou cerca de R$ 105,7 bilhões de riqueza no trimestre, mas apenas cerca de R$ 32,7 bilhões ficaram como lucro dos seus acionistas.

Receitas

Vendas de produtos e serviços e outras receitas

É o faturamento bruto, com os tributos sobre vendas: petróleo, diesel, gasolina, gás, outros derivados e outras receitas operacionais.

Reversões líquidas de perdas de crédito esperadas

Ajustes relacionados a clientes que poderiam não pagar. Quando a perda estimada diminui, a reversão aumenta a receita.

Receitas relativas à construção de ativos para uso próprio

Quando a Petrobras constrói ativos para si mesma (plataformas, refinarias, infraestrutura), a DVA reconhece esse valor como receita, porque os gastos dessa construção também aparecem nos insumos.

Receitas totais

É a riqueza bruta produzida antes de descontar o que foi comprado de fornecedores.

Insumos adquiridos de terceiros

Matérias-primas e produtos para revenda

Petróleo, derivados e gás comprados de terceiros, inclusive importados.

Materiais, energia, serviços de terceiros e outros

Aqui entram fornecedores, manutenção, energia e serviços contratados. Se essa linha cresce muito de um período para outro, o analista deve investigar o motivo nas notas explicativas.

Créditos fiscais sobre insumos

São os tributos recuperáveis (como ICMS, PIS e Cofins não cumulativos) embutidos nas compras. Como os insumos são apresentados com os tributos, esses créditos são deduzidos para que o custo efetivo dos insumos não fique superestimado.

Reversão de impairment

Significa que ativos antes considerados desvalorizados recuperaram valor. O efeito é positivo, mas não representa entrada de caixa.

Total dos insumos

É o total gasto com bens e serviços comprados de terceiros. Comparar esse total com as receitas mostra quanto da receita a empresa repassa a fornecedores.

Valor adicionado bruto

Uma das linhas mais importantes: a riqueza criada pela Petrobras antes de considerar o desgaste dos ativos.

Depreciação, depleção e amortização

Na Petrobras, entram aqui plataformas, refinarias, dutos e poços. A depleção é o equivalente da depreciação para as reservas de petróleo e gás, que se esgotam à medida que são produzidas.

Valor adicionado líquido produzido

A riqueza efetivamente criada pela operação, já descontado o consumo dos ativos.

Valor recebido em transferência

Aqui aparece riqueza que não foi produzida diretamente pela empresa.

Resultado de participações por equivalência patrimonial

Parte do lucro das empresas investidas.

Receitas financeiras

Juros recebidos e outros rendimentos de aplicações.

Aluguéis, royalties e outros

Receitas acessórias.

Total recebido em transferência

É pouco relevante diante do tamanho da operação, o que é positivo: mostra que a riqueza vem da atividade principal.

Valor adicionado total a distribuir

Esse é o "bolo" que será dividido.

Para onde foi a riqueza

Pessoal e administradores

A riqueza distribuída aos funcionários, separada em salários, benefícios e FGTS. Na Petrobras, cerca de 11% da riqueza foi para os funcionários.

Tributos e participações governamentais

Tributos separados por esfera (federal, estadual e municipal), mais as participações governamentais típicas do petróleo, como royalties e participação especial. Na Petrobras, cerca de 59% da riqueza gerada foi para os governos, uma característica do setor petrolífero.

Instituições financeiras e fornecedores

É a remuneração de capitais de terceiros: juros, variações cambiais e monetárias e encargos sobre empréstimos e arrendamentos. No trimestre, essa linha ficou negativa, em cerca de −R$ 1,0 bilhão. Isso não significa que a Petrobras não deve nada a bancos. Ela tem uma dívida líquida da ordem de US$ 60 bilhões. O motivo mais provável é o câmbio: com a valorização do real frente ao dólar no trimestre, a variação cambial reduziu a dívida em reais mais do que os juros a aumentaram. É um efeito que pode se inverter no trimestre seguinte, se o câmbio virar.

Resultado dos acionistas não controladores

A parte do lucro das subsidiárias que pertence a sócios minoritários. Quase irrelevante na Petrobras.

Lucros retidos

A parcela que ficou para os acionistas da Petrobras. Na DVA trimestral, o lucro costuma aparecer como retido, porque os dividendos do trimestre são aprovados depois do seu encerramento.

Conclusão do exemplo

Muitos alunos olham para a DRE e dizem: "A Petrobras lucrou R$ 32,7 bilhões". A DVA mostra outra visão:

DestinoValor
Governo62,6 bi
Empregados11,4 bi
Financiadores-1,0 bi
Acionistas (inclui não controladores)32,8 bi

A soma dá cerca de R$ 105,7 bilhões, o mesmo valor adicionado total a distribuir (a pequena diferença vem do arredondamento das parcelas). E o valor adicionado total cresceu de R$ 100,4 bilhões, no 1º trimestre de 2025, para R$ 105,7 bilhões, no 1º trimestre de 2026, o que mostra aumento da riqueza gerada pela companhia.

Na DVA da Petrobras do 1º trimestre de 2026, a linha de instituições financeiras e fornecedores ficou em cerca de −R$ 1,0 bilhão. A leitura mais adequada é:

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Gabarito: Os ganhos do período, como a variação cambial com o real valorizado, superaram os juros da dívida — a empresa tem dívida relevante, e a linha pode ficar negativa quando a variação cambial reduz a dívida em reais. É um efeito que pode se inverter quando o câmbio muda.

Exercícios

1) (Instituto Legalle - 2026 - BADESUL - RS - Técnico em Desenvolvimento - Contador) Ao analisar as informações contábeis de uma empresa do ramo de vestuário que solicitou financiamento ao Badesul, especializada na produção e comercialização de móveis planejados, apresentou as seguintes informações contábeis em 31/12/2025:

• Receita bruta de vendas de mercadorias: R$ 840.000.

• Receitas financeiras auferidas no período: R$ 40.000.

• Custo da mercadoria vendida (inclui os valores dos impostos recuperáveis): R$ 250.000.

• Despesa com depreciação do ativo imobilizado: R$ 10.000.

• Constituição de perdas estimadas com créditos de liquidação duvidosa: R$ 20.000.

• Despesa com serviços de terceiros: R$ 30.000.

Com base nessas informações, e considerando os critérios de elaboração da Demonstração do Valor Adicionado (DVA), assinale a alternativa que apresenta CORRETAMENTE o valor adicionado total a distribuir pela empresa no exercício de 2025.

A) R$ 590.000.

B) R$ 580.000.

C) R$ 570.000.

D) R$ 540.000.

E) R$ 530.000.

2) (SELECON - 2026 - EMGEPRON - Contador) Os benefícios concedidos representados pelos valores relativos à assistência médica, alimentação, transporte, planos de aposentadoria etc. compõem a distribuição da riqueza, na Demonstração do Valor Adicionado, no grupo denominado:

A) pessoal

B) adicionais remuneratórios

C) impostos e contribuições sociais

D) remuneração de capital de terceiros

3) (IDECAN - 2026 - PC-SC - Agente de Polícia Civil) Assinale a alternativa que apresenta a demonstração financeira que está relacionada com informações econômicas, além da interface com a comunicação de elementos ambientais, sociais e de governança (ASG), e tem por finalidade evidenciar a riqueza criada pela entidade e sua distribuição, durante determinado período.

A) Demonstração das Variações Patrimoniais – DVP.

B) Demonstração do Valor Adicionado – DVA.

C) Demonstração do Resultado do Exercício – DRE.

D) Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido – DMPL.

E) Demonstração das Origens e Aplicações de Recursos – DOAR.

4) (COPEVE - UFMG - 2026 - UFMG - Contador) A Companhia Delta S.A. apresentou os seguintes saldos ao final do exercício de 2024:

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Com base exclusivamente na Demonstração do Valor Adicionado (DVA), assinale a alternativa que apresenta, respectivamente:

Valor Adicionado Bruto; Valor Adicionado Líquido Produzido pela Entidade; e Valor Adicionado Total a Distribuir.

A) R$ 450.000,00; R$ 450.000,00; e R$ 511.000,00.

B) R$ 442.000,00; R$ 420.000,00; e R$ 481.000,00.

C) R$ 442.000,00; R$ 420.000,00; e R$ 506.000,00.

D) R$ 450.000,00; R$ 428.000,00; e R$ 489.000,00.

5) (VUNESP - 2026 - UNIFESP - Contador) Com base nas diretrizes estabelecidas pelo CPC 09 – Demonstração do Valor Adicionado (DVA) e pela legislação societária, assinale a alternativa correta quanto aos requisitos para elaboração e divulgação da DVA.

A) A DVA deve ser elaborada com base no princípio da competência, garantindo o reconhecimento adequado das receitas e despesas no período a que se referem.

B) A DVA não precisa contemplar comparabilidade entre exercícios, pois sua finalidade é apenas demonstrar a formação da riqueza no período presente.

C) A DVA consolidada é obtida pelo simples somatório das DVAs individuais das controladas, não havendo procedimentos específicos para sua elaboração.

D) A participação dos acionistas não controladores não deve ser considerada na distribuição do valor adicionado nas demonstrações consolidadas.

E) A consistência com a demonstração do resultado não é exigida, já que os critérios de apuração do valor adicionado são independentes das demais demonstrações.

6) (CONSULPAM - 2026 - Prefeitura de Eusébio - CE - Auditor de Controle Interno - Contabilidade) A Demonstração do Valor Adicionado evidencia a riqueza gerada pela entidade em determinado período e sua distribuição entre os diversos agentes econômicos, como empregados, governo, financiadores e acionistas. Seu uso reforça o caráter social da contabilidade. Acerca do tema, a DVA é obrigatória para:

A) Todas as sociedades limitadas.

B) Todas as entidades públicas.

C) Companhias abertas.

D) Microempresas optantes pelo Simples.

7) (FGV - 2026 - AL-RO - Analista Legislativo (Contabilidade)) Em 2025, uma sociedade empresária recebeu empréstimo de R$20.000, de uma instituição financeira, e de R$10.000, de uma empresa do grupo. Os juros incorridos no ano relacionados aos dois empréstimos foram, respectivamente, de R$4.000 e de R$1.000.

Ao elaborar a Demonstração do Valor Adicionado anual, em 31/12/2025, a sociedade empresária reconheceu como Distribuição do Valor Adicionado- Remuneração de Capital de Terceiros:

A) R$4.000.

B) R$5.000.

C) R$11.000.

D) R$24.000.

E) R$35.000.

8) (FGV - 2026 - AL-GO - Analista Legislativo - Contador) Uma entidade possui aplicações financeiras no exterior.

Em 2025, a entidade reconheceu R$ 20.000 referente à receita de juros e R$ 4.000 referente à variação cambial, com a aplicação.

Na Demonstração do Valor Adicionado anual da entidade, em 31/12/2025, deve-se reconhecer como “Valor Adicionado recebido em Transferência”,

A) zero.

B) R$ 4.000.

C) R$ 16.000.

D) R$ 20.000.

E) R$ 24.000.

Gabarito

1) C. Receitas: 840.000 − 20.000 (perdas estimadas) = 820.000. Insumos: 250.000 (CMV, com os impostos) + 30.000 (serviços de terceiros) = 280.000. Valor adicionado bruto: 540.000. Menos depreciação: 530.000. Mais receitas financeiras: 570.000.

2) A

3) B

4) D. Receitas: 820.000 − 20.000 (deduções e abatimentos) = 800.000. Insumos: 310.000 (CMV) + 26.000 (serviços de terceiros) + 14.000 (energia) = 350.000. Valor adicionado bruto: 450.000. Menos depreciação e amortização (22.000): 428.000. Mais o recebido em transferência, 36.000 (equivalência patrimonial) + 25.000 (receitas financeiras): 489.000. Pessoal, despesas financeiras, JCP e IRPJ/CSLL não entram nesse cálculo: são distribuição do valor adicionado.

5) A

6) C

7) B. Só os juros entram: 4.000 + 1.000 = 5.000. O valor emprestado não é distribuição de riqueza.

8) E. Juros e variação cambial ativa são receitas financeiras: 20.000 + 4.000 = 24.000.

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