Tipos de estoque e classificação de materiais

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Matéria-prima, em processo, acabado, MRO, ciclo, segurança, sazonal: os tipos de estoque e como classificar materiais, inclusive consumo e permanente.

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Introdução

Na aula anterior vimos como controlar o estoque com indicadores: nível de serviço, acurácia, giro e cobertura. Mas "o estoque" de uma empresa não é uma coisa só. Há matéria-prima esperando a produção, peças no meio da linha, produtos prontos no depósito, caminhões na estrada, parafusos de manutenção, e cada um existe por um motivo diferente. Nesta aula vamos separar esses estoques de duas formas: pela posição que ocupam no fluxo de materiais e pela função que cumprem. Depois veremos como classificar os materiais, inclusive a distinção entre material de consumo e material permanente, que tem regra em lei.

Tipos de estoque pela posição no fluxo

Os estoques ao longo da cadeia: do fornecedor ao cliente
Os estoques ao longo da cadeia: do fornecedor ao cliente
  • Matérias-primas e componentes: tudo o que foi comprado para entrar no produto e ainda não foi usado. Numa confecção, o tecido, a linha, os botões e os zíperes.
  • Produtos em processo (WIP, do inglês work in process): materiais que já começaram a ser transformados, mas ainda não viraram produto final. Na confecção, as peças cortadas esperando a costura.
  • Produtos acabados: prontos para a venda, esperando no depósito da fábrica ou no centro de distribuição. As camisas embaladas.
  • Materiais auxiliares: participam da produção sem fazer parte do produto, ou fazem parte dele em quantidade irrelevante: embalagens, etiquetas, lubrificantes, produtos de limpeza.
  • Materiais de manutenção, reparo e operação (MRO): peças de reposição das máquinas, ferramentas, equipamentos de proteção individual, material de escritório. Não entram no produto, mas a falta de uma peça de reposição pode parar a fábrica.
  • Estoque em trânsito: material que já saiu de um ponto e ainda não chegou ao outro, seja do fornecedor para a fábrica ou da fábrica para o centro de distribuição. Ele existe, foi pago (ou será), mas não está disponível.

Repare que o mesmo material pode mudar de tipo conforme quem olha: o tecido é produto acabado para a tecelagem e matéria-prima para a confecção.

Uma fábrica de móveis tem em estoque: chapas de MDF, gavetas já montadas esperando o corpo do armário, armários embalados, cola e lixa, e rolamentos de reposição para a serra. Qual item é produto em processo?

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Gabarito: As gavetas já montadas esperando o corpo do armário — já foram transformadas mas ainda não são o produto final. As chapas são matéria-prima, a cola e a lixa são materiais auxiliares, e os rolamentos são MRO.

Tipos de estoque pela função

A pergunta agora é: por que esse estoque existe?

  • Estoque de ciclo (ou de lote): existe porque se compra ou se produz em lotes maiores que o consumo imediato. Se a empresa compra 1.000 unidades de uma vez e consome 100 por semana, carrega em média cerca de 500 unidades só por causa do tamanho do lote. O tamanho ideal do lote é o assunto da aula sobre lote econômico de compra.
  • Estoque de segurança: uma reserva para cobrir a incerteza, seja a demanda maior que a prevista, seja o fornecedor atrasado. Veja a aula sobre lead time e estoque de segurança.
  • Estoque sazonal ou de antecipação: formado antes de um pico conhecido de demanda ou de uma parada prevista. A fábrica de chocolate produz meses antes da Páscoa porque não teria capacidade para fazer tudo em março.
  • Estoque em trânsito (ou de canal): proporcional ao tempo de transporte. Quanto mais longo o trajeto, mais material fica na estrada ou no navio.
  • Estoque de desacoplamento: colocado entre duas etapas de produção para que uma não pare quando a outra tem um problema ou ritmo diferente.
  • Estoque especulativo: comprado a mais para se proteger de um aumento de preço esperado ou de uma falta no mercado. Pode dar lucro, mas é uma aposta, e o capital fica parado.
  • Estoque obsoleto (ou morto): material que perdeu a utilidade, venceu ou saiu de linha. Não cumpre função nenhuma; só gera custo e ocupa espaço, e precisa ser identificado e vendido, doado ou descartado.

E quando o estoque não é da empresa?

Nem todo material no depósito pertence a quem o guarda. Na consignação, o fornecedor deixa a mercadoria no cliente e só fatura o que for consumido ou vendido: o cliente tem o material à mão sem imobilizar capital. No VMI (estoque gerenciado pelo fornecedor), que vimos na aula sobre a história da logística, o estoque pode ser do cliente, mas quem decide a reposição é o fornecedor.

Uma distribuidora comprou em setembro o triplo do normal de um produto porque o fabricante anunciou reajuste de 15% em outubro. Que tipo de estoque é esse excedente?

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Gabarito: Estoque especulativo — foi comprado para se proteger de um aumento de preço, não para cobrir incerteza da demanda (segurança) nem por causa do tamanho normal do lote (ciclo). Vale a pena se o ganho no preço superar o custo de manter o estoque a mais.

Classificação de materiais

“A classificação é o processo de aglutinação de materiais por características semelhantes”

- FENILI, Renato

As informações que vêm da classificação servem ao administrador de materiais para concentrar a atenção em categorias de materiais, em vez de tentar, em vão, lidar com milhares de itens um a um. Sem uma classificação bem definida, seria quase impossível administrar os estoques. [1]

Um bom sistema de classificação tem três atributos: [1]

  • Abrangência: abordar várias características dos materiais (físicas, financeiras, contábeis…), descrevendo-os de forma completa.
  • Flexibilidade: permitir a comunicação entre os diversos tipos de classificação, para dar uma visão ampla da gestão de estoques, e poder ser adaptado e melhorado quando necessário. A abrangência tem a ver com as características do material; a flexibilidade, com a ligação entre as classificações.
  • Praticidade: ser simples e direta, sem exigir procedimentos complicados, e fornecer informação objetiva.
AbrangênciaFlexibilidadePraticidade
Material de consumo ou permanente?
Material
Acabamento
Dimensão
Forma de apresentação
Acondicionamento
Material de estoque ou não?
Material crítico ou não?
Material A, B ou C?
Exemplo de item bem descrito:
Código: 33800
Medidas: 5/16 pol x 2 pol
Forma: parafuso de cabeça sextavada, rosca inteira, classe de resistência 8.8, rosca UNF 24 (24 fios por polegada)
Acabamento: bicromatizado
Acondicionamento: embalagem original de fábrica, com identificação e qualidade do material

As formas mais comuns de classificar os materiais são:

  • Por origem: pode ser produzido internamente ou precisa ser comprado?
  • Por valor do consumo: classificação ABC.
  • Por importância operacional: classificação XYZ (o quanto a falta do item prejudica a operação).
  • Por aplicação: matéria-prima, produto em processo, produto acabado, material auxiliar, MRO, como vimos acima.
  • Por periculosidade: inflamáveis, corrosivos, tóxicos, que exigem armazenagem e transporte especiais.
  • Por perecibilidade: materiais com prazo de validade, que pedem controle por lote e saída do mais antigo primeiro.
  • Por natureza contábil: material de consumo ou permanente.

As classificações ABC e XYZ têm uma aula só para elas, e a codificação (códigos, código de barras, RFID) é tema da aula sobre classificação e codificação de materiais.

Material de consumo e material permanente

Essa é, antes de tudo, uma classificação contábil, e no setor público ela tem regra própria. A Lei 4.320/1964, que rege os orçamentos públicos, diz no art. 15, § 2º, que se considera material permanente o de duração superior a dois anos. A partir daí:

  • Material de consumo: aquele que, pelo uso corrente, perde normalmente sua identidade física e/ou tem utilização limitada a dois anos. Exemplos: papel, toner, tecido, produtos de limpeza.
  • Material permanente: aquele que, pelo uso corrente, não perde sua identidade física, mesmo quando incorporado a outro bem, e/ou tem durabilidade superior a dois anos. Exemplos: máquinas, móveis, computadores, veículos.

Como a regra dos dois anos sozinha deixa dúvidas, a Secretaria do Tesouro Nacional publicou a Portaria nº 448/2002, ainda usada como referência pelos órgãos públicos para classificar a despesa. O art. 3º traz cinco critérios: se o material se enquadrar em pelo menos um deles, é material de consumo, e não permanente.

“Art. 3º Na classificação da despesa serão adotados os seguintes parâmetros excludentes, tomados em conjunto, para a identificação do material permanente: I – Durabilidade, quando o material em uso normal perde ou tem reduzidas as suas condições de funcionamento, no prazo máximo de dois anos; II – Fragilidade, cuja estrutura esteja sujeita a modificação, por ser quebradiço ou deformável, caracterizando-se pela irrecuperabilidade e/ou perda de sua identidade; III – Perecibilidade, quando sujeito a modificações (químicas ou físicas) ou que se deteriora ou perde sua característica normal de uso; IV – Incorporabilidade, quando destinado à incorporação a outro bem, não podendo ser retirado sem prejuízo das características do principal; e V – Transformabilidade, quando adquirido para fim de transformação”

- Portaria STN nº 448/2002

Um copo de vidro dura anos, mas é frágil e perde a identidade quando quebra: é material de consumo. Uma lâmpada instalada num prédio também, porque é incorporada ao bem principal. Tecido comprado por uma confecção é consumo pela transformabilidade, ainda que dure muito tempo guardado.

Nas empresas privadas, a ideia correspondente é o ativo imobilizado: bens mantidos para uso por mais de um exercício (pronunciamento CPC 27). Para o Imposto de Renda, o art. 15 do Decreto-Lei 1.598/1977, na redação da Lei 12.973/2014, permite lançar direto como despesa o bem de valor unitário de até R$ 1.200,00 ou com vida útil de até um ano; acima disso, ele vai para o imobilizado e é depreciado.

Uma prefeitura comprou 200 lâmpadas de LED com vida útil de 5 anos para instalar nas luminárias das escolas. Pela Portaria STN 448/2002, como elas devem ser classificadas?

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Gabarito: Material de consumo, por incorporabilidade: serão incorporadas a outro bem — os critérios da portaria são excludentes: basta um deles para o material ser de consumo, mesmo que dure mais de dois anos. O preço unitário importa na regra do Imposto de Renda das empresas, não nesta.

Referências

[1] FENILI, Renato Ribeiro. Gestão de materiais. Brasília: ENAP, 2015.

[2] BRASIL. Lei nº 4.320, de 17 de março de 1964, art. 15, § 2º.

[3] BRASIL. Secretaria do Tesouro Nacional. Portaria nº 448, de 13 de setembro de 2002, art. 3º.

[4] BRASIL. Decreto-Lei nº 1.598, de 26 de dezembro de 1977, art. 15 (redação dada pela Lei nº 12.973/2014).

Exercícios

Fáceis

1) Como classificar estoques pela aplicação? Qual a diferença entre produto final e produto em processo? Dê exemplos reais.

2) (Prova de Logística, CEFET/RJ, 2018) Dê 5 exemplos reais de materiais permanentes e 5 de materiais de consumo em uma indústria têxtil.

3) Para cada situação, diga o tipo de estoque pela função:
a) uma loja de brinquedos dobra o estoque em novembro;
b) uma montadora mantém 2 dias de peças a mais do que precisa porque o fornecedor às vezes atrasa;
c) 40 contêineres de componentes estão num navio vindo da China;
d) caixas de um modelo de celular que saiu de linha há dois anos.

4) Qual a diferença entre cadeia de suprimentos e logística? (revisão da aula 1)

Difíceis

5) Uma empresa consome 600 unidades por mês de um componente, de forma uniforme, e hoje compra 1.200 unidades a cada 2 meses. Cada unidade custa R$ 8,00 e manter estoque custa 20% ao ano sobre o valor do estoque médio.
a) Qual é o estoque de ciclo médio hoje?
b) Se passar a comprar 300 unidades a cada 15 dias, qual será o novo estoque de ciclo médio?
c) Quanto a empresa economiza por ano no custo de manter estoque?
d) Quantos pedidos por ano ela fazia e quantos passará a fazer? Por que a resposta do item c não basta para decidir?

6) Uma fábrica importa um componente de que consome 2.000 unidades por semana, ao custo de R$ 30,00 cada. Por navio, a viagem leva 5 semanas; por avião, 1 semana, mas o frete aéreo custa R$ 0,50 a mais por unidade. O custo de capital da empresa é de 15% ao ano (considere 52 semanas no ano).
a) Qual o estoque em trânsito médio, em unidades e em reais, em cada modal?
b) Quanto a empresa economiza por ano em custo de capital passando para o avião?
c) Quanto ela gasta a mais por ano em frete?
d) Vale a pena trocar de modal só por causa do estoque em trânsito?

7) Uma prefeitura comprou os itens abaixo. Pela Lei 4.320/1964 e pela Portaria STN 448/2002, classifique cada um como material de consumo ou permanente e, quando for consumo, diga o critério da portaria que decide:
a) pneus para trocar nos caminhões de coleta de lixo;
b) cadeiras de escritório;
c) vidraria (béqueres e tubos de ensaio) para o laboratório da escola;
d) notebooks para a secretaria;
e) madeira comprada pela oficina da escola para fabricar bancos;
f) vacinas para o posto de saúde.

8) Uma empresa privada comprou: (a) uma furadeira de R$ 900,00, com vida útil de 5 anos; (b) um notebook de R$ 4.500,00, com vida útil de 4 anos; (c) um cartucho de toner de R$ 1.500,00 que dura cerca de 4 meses. Pela regra do Imposto de Renda vista na aula (art. 15 do Decreto-Lei 1.598/1977), quais podem ser lançados direto como despesa e quais vão para o ativo imobilizado? Justifique cada um.

9) Uma confecção tem hoje no seu estoque: (a) rolos de tecido comprados a mais em agosto porque o fornecedor anunciou reajuste; (b) peças cortadas esperando a costura; (c) camisas embaladas da coleção atual; (d) camisas da coleção de dois verões atrás, que ninguém compra mais; (e) agulhas e óleo para as máquinas de costura; (f) uma carga de botões que saiu do fornecedor ontem e chega na semana que vem. Classifique cada item pela posição no fluxo e, quando der, também pela função.

Gabarito

1) Pela aplicação, os estoques se dividem em matéria-prima, produto em processo, produto acabado, materiais auxiliares e MRO. O produto em processo já começou a ser transformado mas ainda não pode ser vendido, como a carroceria pintada sem motor numa montadora; o produto acabado está pronto para a venda, como o carro no pátio. Outros exemplos: farinha (matéria-prima), massa fermentando (em processo) e pão embalado (acabado) numa padaria industrial.

2) Resposta possível: permanentes, os teares, as máquinas de costura industriais, a caldeira, as empilhadeiras e os computadores do escritório; de consumo, o fio de algodão, os corantes, as agulhas das máquinas, os óleos lubrificantes e as embalagens. Note que a agulha, embora de metal, é de consumo: quebra e se desgasta rápido.

3) a) Sazonal ou de antecipação, para o Natal; b) de segurança; c) em trânsito; d) obsoleto.

4) A logística planeja e controla o fluxo e a armazenagem de materiais, produtos e informações da origem ao consumo; a gestão da cadeia de suprimentos é mais ampla e coordena várias empresas, incluindo fornecedores dos fornecedores, compras, parcerias e distribuidores. A logística é parte da gestão da cadeia.

5) a) O estoque vai de 1.200 a zero ao longo de cada ciclo; o médio é 1.200 ÷ 2 = 600 unidades.
b) 300 ÷ 2 = 150 unidades.
c) Redução de 600 − 150 = 450 unidades; em valor, 450 × R$ 8 = R$ 3.600; economia = 20% × 3.600 = R$ 720 por ano.
d) Consumo anual: 600 × 12 = 7.200 unidades. Antes: 7.200 ÷ 1.200 = 6 pedidos por ano; depois: 7.200 ÷ 300 = 24 pedidos por ano. Cada pedido tem custo (emitir, receber, conferir, frete). Se 18 pedidos a mais custarem mais que R$ 720, a mudança não compensa. Esse equilíbrio é o assunto da aula sobre lote econômico de compra.

6) a) Estoque em trânsito = consumo por semana × semanas de viagem. Navio: 2.000 × 5 = 10.000 unidades, ou 10.000 × 30 = R$ 300.000. Avião: 2.000 × 1 = 2.000 unidades, ou 2.000 × 30 = R$ 60.000.
b) Capital liberado: 300.000 − 60.000 = R$ 240.000; economia = 15% × 240.000 = R$ 36.000 por ano.
c) Unidades por ano: 2.000 × 52 = 104.000; frete a mais: 104.000 × 0,50 = R$ 52.000 por ano.
d) Não: o frete aéreo custa R$ 52.000 − R$ 36.000 = R$ 16.000 por ano a mais do que se economiza em capital. A troca só se justificaria por outros motivos, como reduzir também o estoque de segurança (o prazo menor diminui a incerteza) ou atender a uma urgência.

7) a) Consumo, por incorporabilidade: o pneu é incorporado ao caminhão (e também se desgasta).
b) Permanente: dura mais de dois anos e não se enquadra em nenhum dos cinco critérios.
c) Consumo, por fragilidade: quebra e perde a identidade.
d) Permanente: dura mais de dois anos e não perde a identidade no uso.
e) Consumo, por transformabilidade: foi comprada para ser transformada em bancos.
f) Consumo, por perecibilidade (e porque se esgota no uso).

8) a) Furadeira: valor unitário de R$ 900, até R$ 1.200, então pode ir direto para despesa, mesmo durando 5 anos (basta uma das duas condições).
b) Notebook: R$ 4.500 é mais que R$ 1.200 e a vida útil passa de um ano, então vai para o ativo imobilizado e é depreciado.
c) Toner: o valor passa de R$ 1.200, mas a vida útil é de até um ano, então pode ir direto para despesa.

9) a) Matéria-prima; pela função, estoque especulativo (comprado para fugir do reajuste).
b) Produto em processo.
c) Produto acabado (pela função, estoque de ciclo, se for o lote normal da coleção).
d) Produto acabado; pela função, estoque obsoleto: deve ser identificado e vendido com desconto, doado ou descartado.
e) Materiais de manutenção, reparo e operação (MRO): não entram na camisa, mas sem eles as máquinas param.
f) Matéria-prima (componente) em estoque em trânsito: já saiu do fornecedor e ainda não está disponível.

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