Classificação ABC e XYZ de estoques

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Como montar a curva ABC pelo valor de consumo, classificar itens por criticidade (XYZ) e cruzar as duas para decidir quanto controlar e quanto guardar.

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Introdução

Uma loja de autopeças tem milhares de itens; uma indústria, dezenas de milhares. Ninguém consegue dar a mesma atenção a todos eles. Dentro de um plano logístico é preciso decidir o que de fato merece cuidado e o que oferece um retorno menor e pode ser controlado com menos esforço.

Estoque demais deixa dinheiro parado que poderia estar rendendo no banco. Estoque de menos causa perda de venda, gera menos receita e abre a porta para a concorrência. Para equilibrar isso item a item, o gestor usa duas classificações que se completam: a classificação ABC, que separa os itens pelo dinheiro que movimentam, e a classificação XYZ, que separa os itens pelo estrago que a falta deles causa.

Curva ABC

A curva ABC, também chamada de análise de Pareto ou regra 80/20, é um método de categorização de estoques cujo objetivo é identificar os itens mais importantes de uma empresa. O nome Pareto homenageia o economista italiano Vilfredo Pareto, que no fim do século XIX observou que cerca de 80% das terras da Itália pertenciam a cerca de 20% da população. Foi o consultor de qualidade romeno-americano Joseph Moses Juran quem, décadas depois, generalizou essa observação como princípio: poucos fatores vitais respondem pela maior parte do efeito (no caso dele, 80% dos problemas de qualidade vinham de 20% das causas). A aplicação ao estoque, com as três classes A, B e C, é atribuída a H. Ford Dickie, da General Electric, num artigo de 1951 cujo título já resume a ideia: a análise ABC mira os reais, não os centavos.

Trata-se de uma classificação estatística baseada no princípio de Pareto, em que a importância de cada material é medida pela quantidade consumida multiplicada pelo seu valor. A mesma técnica serve para classificar clientes pelo volume de compras ou pela lucratividade, produtos pela margem, fornecedores pelo valor comprado e assim por diante. Na análise de clientes, por exemplo, ela mostra o grau de dependência da empresa em relação a poucos compradores.

Na administração de estoques, a curva ABC indica onde está o dinheiro investido e, portanto, onde vale a pena gastar tempo de controle, de negociação e de previsão. Também orienta políticas de vendas, prioridades e programação de produção.

O critério: valor de consumo, e não preço unitário

O que ordena os itens na curva ABC é o valor de consumo (ou valor de demanda) no período:

valor de consumo = quantidade consumida no período × custo unitário

Isso tem uma consequência que confunde muita gente: um item barato pode ser classe A, se for consumido em enorme quantidade, e um item caro pode ser classe C, se quase não sai. Um parafuso de R$ 0,50 que sai 200 mil vezes por ano (R$ 100 mil) pesa mais na curva do que uma máquina de R$ 20 mil vendida duas vezes (R$ 40 mil).

As classes

Os itens costumam ser classificados assim:

  • Classe A: poucos itens, cerca de 10% a 20% do total, que concentram a maior parte do valor, cerca de 65% a 80%;
  • Classe B: itens intermediários, cerca de 30% do total, com cerca de 15% a 25% do valor;
  • Classe C: a maioria dos itens, cerca de 50% ou mais, que somam só 5% a 10% do valor.

Esses percentuais não são uma regra matemática. Eles variam de empresa para empresa e de livro para livro: a definição das faixas obedece ao bom senso e à conveniência dos controles, e quem a define é o gestor. O que importa é que a curva mostra onde concentrar o esforço.

Como montar a curva, passo a passo

  1. Calcule o valor de consumo de cada item (quantidade × custo unitário).
  2. Ordene os itens do maior para o menor valor de consumo.
  3. Calcule o percentual de cada item sobre o valor total.
  4. Calcule o percentual acumulado, somando de cima para baixo.
  5. Corte as classes nos limites escolhidos para o percentual acumulado (por exemplo, A até 80%, B até 95%, C o resto).

Exemplo

Uma loja vendeu, no mês:

  • 10 bonés a R$ 150,00;
  • 20 vestidos a R$ 500,00;
  • 70 pares de meia a R$ 20,00;
  • 30 shorts a R$ 40,00;
  • 5 pares de sapato a R$ 200,00.

Ordenando pelo valor de consumo:

ItemValor (R$)% do total% acumuladoClasse
Vestido10.00066,2%66,2%A
Boné1.5009,9%76,2%B
Meia1.4009,3%85,4%B
Short1.2007,9%93,4%C
Sapato1.0006,6%100,0%C
Total15.100100%

O vestido é classe A: 20% dos itens respondem por 66% das vendas. Boné e meia são B: 40% dos itens com 19% das vendas. Short e sapato são C: 40% dos itens com menos de 15% das vendas.

Repare que a meia, o item que mais sai em quantidade (70 pares), é só classe B, porque vale pouco. E a classificação muda com o tempo: se o sapato vender mais e a meia menos, os dois trocam de lugar. Por isso a curva ABC deve ser refeita periodicamente.

O que fazer com cada classe

A classificação só serve se mudar a forma de controlar o item:

  • Itens A: controle rigoroso, de preferência por revisão contínua (veja a aula sobre revisão contínua e periódica); previsão de demanda cuidadosa; inventário rotativo frequente; negociação de preço e prazo com os fornecedores; lotes menores e mais frequentes, porque cada unidade parada custa caro.
  • Itens B: controle intermediário, revisões periódicas mais espaçadas.
  • Itens C: controle simples, revisão periódica, lotes maiores e menos pedidos; aqui o custo de controlar pode ser maior do que o ganho.

Assim, a técnica otimiza a aplicação dos recursos financeiros e materiais, evita desperdícios e compras indevidas e favorece a lucratividade.

Curva ABC dos 10 itens do exercício 6 desta aula. As barras mostram o peso de cada item no valor total; a linha, o percentual acumulado. Dois itens (20%) somam 50% do valor.
Curva ABC dos 10 itens do exercício 6 desta aula. As barras mostram o peso de cada item no valor total; a linha, o percentual acumulado. Dois itens (20%) somam 50% do valor.

Uma papelaria consome por ano 40.000 clipes a R$ 0,05, 300 calculadoras a R$ 60,00 e 2.000 cadernos a R$ 12,00. Qual item tem o maior valor de consumo e tende a ser classe A?

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Gabarito: Os cadernos, com R$ 24.000 por ano — os valores de consumo são clipes R$ 2.000, calculadoras R$ 18.000 e cadernos R$ 24.000. A curva ABC ordena por quantidade × custo, não pelo preço unitário nem pela quantidade sozinha.

Numa curva ABC com corte em 80% e 95% do valor acumulado, os percentuais acumulados de cinco itens, já ordenados, são 52%, 79%, 91%, 97% e 100%. Como ficam as classes?

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Gabarito: A, A, B, C, C — os dois primeiros ficam até 80% (A); o terceiro chega a 91%, dentro do limite de 95% (B); os dois últimos passam de 95% (C).

Classificação XYZ

A classificação XYZ olha para outra pergunta: o que acontece se o item faltar? É a classificação por criticidade (ou imprescindibilidade), a usada nos livros brasileiros de administração de materiais (Viana, 2000) e cobrada em concursos:

  • Classe X: itens de baixa criticidade. Se faltarem, não há grande perda de produção nem de lucro, e existem substitutos fáceis. Podem não ser dispensáveis, mas são sempre substituíveis. Exemplo: material de escritório comum.
  • Classe Y: itens de criticidade média. São importantes para a operação, mas podem ser trocados por similares ou equivalentes, com algum custo ou esforço.
  • Classe Z: itens de criticidade máxima, vitais e sem substituto. Já entrou numa lanchonete de hambúrguer e não havia pão? Para ela o pão é item Z: a falta paralisa a venda e gera prejuízo direto. Em outros casos a falta causa riscos à segurança, como um equipamento de proteção ou uma peça de reposição de máquina crítica.

Para classificar um item, três perguntas ajudam:

  1. A falta do item paralisa a operação ou causa risco à segurança, às pessoas ou ao ambiente?
  2. Existe um material equivalente ou similar que possa substituí-lo?
  3. Ele pode ser comprado facilmente e com rapidez no mercado?

Se a falta paralisa e não há substituto nem compra rápida, o item é Z. Se há substituto, mas com algum transtorno, é Y. Se a falta pouco importa e a substituição é fácil, é X.

Exemplo

Numa lanchonete de hambúrguer: o pão e a carne são Z (sem eles não existe o produto principal); o queijo cheddar é Y (falta incomoda, mas pode ser trocado por queijo prato por um dia); o guardanapo de marca específica é X (qualquer outro guardanapo resolve).

Observe que a quantidade vendida não entra na conta. A batata frita pode sair mais do que o hambúrguer e o sal pode custar quase nada; ainda assim a falta de sal pode parar a cozinha. A XYZ mede consequência da falta, não volume nem valor.

Atenção: existe outra classificação XYZ

Na literatura internacional e em vários sistemas ERP, as letras XYZ são usadas com outro sentido: a variabilidade da demanda, medida pelo coeficiente de variação (desvio-padrão dividido pela média do consumo). Nela, X é o item de consumo estável e fácil de prever, Y o de consumo com oscilações ou sazonalidade, e Z o de consumo irregular e difícil de prever. Os limites variam; uma regra comum é X abaixo de 0,5, Y entre 0,5 e 1, Z acima de 1. As duas classificações são úteis, mas não são a mesma coisa: ao ler um livro, um relatório ou uma questão de prova, confira em qual sentido as letras estão sendo usadas. Nos concursos brasileiros, XYZ quase sempre quer dizer criticidade.

Um hospital mantém em estoque um reagente de exame que só um fornecedor no país produz, sem similar, e cuja falta suspende os exames de urgência. Na classificação XYZ por criticidade, ele é:

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Gabarito: Classe Z, porque é imprescindível e não tem substituto — a XYZ por criticidade pergunta pelo efeito da falta e pela existência de substituto. O preço é critério da ABC, não da XYZ.

ABC e XYZ juntas

A grande diferença entre as duas é que a ABC está ligada a valor (dinheiro investido e movimentado) e a XYZ está ligada à operação (o que acontece se faltar). Uma não substitui a outra: um item pode ser C na curva ABC e Z na criticidade. É o caso clássico da peça barata de reposição de uma máquina: quase não pesa no valor do estoque, mas sem ela a fábrica para.

Por isso muitas empresas cruzam as duas e montam uma matriz de nove casas:

X (baixa criticidade)Y (média)Z (máxima)
A (alto valor)Controle rigoroso de custo; pouco estoque de segurançaControle rigoroso; segurança moderadaMáxima atenção: controle contínuo, segurança alta e fornecedor alternativo
BRevisão periódicaRevisão periódica com segurança moderadaSegurança alta; acompanhamento próximo
C (baixo valor)Controle mínimo; lotes grandesControle simplesEstoque de segurança folgado: sai barato e evita a parada

O canto C-Z mostra a lógica da combinação: como o item custa pouco, manter um estoque de segurança generoso quase não pesa no capital, e protege contra uma falta que sairia muito cara. No canto A-X, ao contrário, cada unidade a mais custa caro e a falta pouco importa, então o estoque deve ser enxuto.

Uma fábrica tem um anel de vedação de R$ 3,00, classe C na curva ABC, cuja falta paralisa a linha de envase por dias. Qual a política mais sensata?

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Gabarito: Manter estoque de segurança folgado, porque o custo de guardar é baixo e o da falta é alto — o item é C na ABC e Z na XYZ. A classe ABC não muda por causa da criticidade; o que muda é a política de estoque.

Referências

VIANA, J. J. Administração de materiais: um enfoque prático. São Paulo: Atlas, 2000.

DICKIE, H. F. ABC inventory analysis shoots for dollars, not pennies. Factory Management and Maintenance, jul. 1951.

Exercícios

Fáceis

1) (Concurso DPE-AM) Entre as diversas metodologias de administração de materiais destaca-se a curva ABC, segundo a qual os itens de material são classificados:
a) pela importância relativa no processo produtivo, divididos em insumos antecedentes, básicos e complementares.
b) de acordo com sua aplicação na organização, como artefatos, benfeitorias e de consumo.
c) por tempo de duração médio no estoque, com cálculo de acordo com o índice de rotatividade.
d) pelo índice de reposição estimado em função da vida útil ou prazo de validade do item de material.
e) por valor de demanda, de acordo com sua importância, geralmente financeira.

2) (Concurso Câmara Municipal de Itatiba - SP) A classificação ABC ou curva de Pareto baseia-se no princípio de que:
a) a maior parte do valor dos materiais está concentrada em um grande número de itens.
b) a maior parte dos itens estocados são de valores elevados.
c) a maior parte do investimento de materiais está concentrada em um pequeno número de itens.
d) os itens chamados intermediários são os mais valiosos.
e) a curva ABC de todos os itens tem o mesmo valor.

3) (Concurso DPE-AM; também na prova de Logística do CEFET/RJ, 2018) Existem diferentes critérios a partir dos quais podem ser classificados os materiais, objetivando a sua administração no âmbito de uma organização. Entre eles, pode-se citar a classificação XYZ, que toma por base:
a) a localização do item de material nos estoques da organização e dos fornecedores.
b) a importância financeira do material, de acordo com o maior valor de demanda.
c) a diferenciação entre material de consumo e material de natureza permanente.
d) a perecibilidade do item de material, com ênfase no gerenciamento dos prazos de armazenagem.
e) o grau de criticidade ou imprescindibilidade do item de material nas atividades desempenhadas pela organização.

4) Uma oficina consome por ano 5.000 arruelas a R$ 0,80, 40 bombas d'água a R$ 250,00 e 1.200 litros de óleo a R$ 6,00. Calcule o valor de consumo de cada item e ordene-os como na curva ABC.

5) Classifique pela criticidade (XYZ) os seguintes itens de uma padaria:
a) farinha de trigo;
b) saco de papel com o logotipo da padaria, que pode ser trocado por saco liso comprado no atacadista do bairro;
c) caneta usada no caixa.

Difíceis

6) A Autopeças Marilú apresentou, durante o ano-base, a seguinte movimentação de 10 itens do seu estoque:

ItemConsumo (unid./ano)Custo (R$/unid.)
013003,20
021209,20
03326,00
04323,00
051516,00
061608,10
07329,00
08722,00
09646,75
1086,00

Construa a curva ABC, sabendo que os itens classe A correspondem a 50% do valor, os itens classe B a 35% e os itens classe C ao restante.

7) (Concurso Eletrobras) Sobre as técnicas e ferramentas utilizadas para uma gestão eficiente dos estoques na cadeia de suprimentos, analise as afirmativas abaixo e diga quais estão corretas.
I - A classificação ABC é usada para determinar a frequência de inventário dos itens de estoque.
II - A classificação XYZ é usada para determinar a importância dos itens de estoque e pode ser usada em conjunto com a classificação ABC.
III - Quanto maior o estoque de segurança de um item, maior a incerteza no seu consumo.
IV - O ponto de ressuprimento é um parâmetro essencial na política de revisão periódica.
V - O lote econômico de compras minimiza o custo total de pedido e armazenagem de um item e deve ser aplicado para itens de alta relevância e demanda constante.

8) Na XYZ por variabilidade da demanda (a da literatura internacional), classifique os três itens abaixo pelo coeficiente de variação (desvio-padrão amostral, a função DESVPAD.A, dividido pela média), usando X abaixo de 0,5, Y de 0,5 a 1 e Z acima de 1. Consumo nos últimos seis meses:
Item 1: 100, 110, 90, 105, 95, 100;
Item 2: 40, 90, 20, 70, 30, 110;
Item 3: 0, 0, 60, 0, 10, 0.

9) Uma indústria classificou quatro itens pela ABC (valor) e pela XYZ (criticidade):
a) motor de reposição da prensa principal, R$ 9.000, classe A e Z;
b) fusível da mesma prensa, R$ 2, classe C e Z;
c) resma de papel do escritório, classe C e X;
d) embalagem plástica usada em todos os produtos, que tem um segundo fornecedor homologado, classe A e Y.
Para cada um, diga se recomendaria revisão contínua ou periódica e um estoque de segurança alto, moderado ou baixo, justificando.

10) Uma loja tem sete itens, já ordenados pelo valor de consumo anual: a, R$ 18.000; b, R$ 9.500; c, R$ 4.200; d, R$ 3.100; e, R$ 1.800; f, R$ 900; g, R$ 500. Com cortes em 80% (A) e 95% (B) do valor acumulado, classifique os itens e diga que percentual dos itens e do valor fica em cada classe.

Gabarito

1) E. A curva ABC ordena os itens pelo valor de consumo (quantidade × custo), uma importância financeira.

2) C. Poucos itens concentram a maior parte do valor (o princípio de Pareto).

3) E. A XYZ, nos livros brasileiros e nos concursos, mede a criticidade: o que acontece se o item faltar.

4) Arruelas: 5.000 × 0,80 = R$ 4.000. Bombas: 40 × 250 = R$ 10.000. Óleo: 1.200 × 6 = R$ 7.200. Ordem da curva ABC: bombas d'água (R$ 10.000), óleo (R$ 7.200), arruelas (R$ 4.000). As arruelas, as mais consumidas em quantidade, ficam por último.

5) a) Z: sem farinha não há pão, e não há substituto. b) Y: faz falta, mas há um substituto com algum custo ou esforço. c) X: qualquer outra caneta resolve na hora.

6) Valor de consumo de cada item (consumo × custo) e total de R$ 4.800,00:

ItemValor de consumo (R$)% do total% acumuladoClasse
06160 × 8,10 = 1.296,0027%27%A
02120 × 9,20 = 1.104,0023%50%A
01300 × 3,20 = 960,0020%70%B
0964 × 6,75 = 432,009%79%B
0732 × 9,00 = 288,006%85%B
0515 × 16,00 = 240,005%90%C
0332 × 6,00 = 192,004%94%C
0872 × 2,00 = 144,003%97%C
0432 × 3,00 = 96,002%99%C
108 × 6,00 = 48,001%100%C

Itens 06 e 02 são A (50% do valor); itens 01, 09 e 07 são B (35%); os demais são C (15%). Repare que o item 01, o mais consumido em quantidade (300 unidades), é B, e o item 05, o de maior custo unitário (R$ 16,00), é C.

7) I, II, III e V, segundo o gabarito adotado nas provas do professor. A IV é falsa: o ponto de ressuprimento é o parâmetro da revisão contínua; na periódica, o que se fixa é o intervalo entre revisões e o estoque alvo. Sobre a III, leia como a banca quis dizer: quanto maior a incerteza do consumo, maior precisa ser o estoque de segurança (a causa é a incerteza, não o estoque).

8) Item 1: média 100; desvio-padrão 7,07; CV = 7,07 ÷ 100 = 0,07 → X.
Item 2: média 60; desvio-padrão 35,78; CV = 35,78 ÷ 60 = 0,60 → Y.
Item 3: média 11,67; desvio-padrão 24,01; CV = 24,01 ÷ 11,67 = 2,06 → Z.
Lembre que esta XYZ (variabilidade) não é a XYZ por criticidade dos exercícios 3 e 5.

9) a) A-Z: revisão contínua e estoque de segurança alto, com fornecedor alternativo; a falta para a fábrica, e o valor justifica controle rigoroso (aqui o ES pode ser um único motor reserva).
b) C-Z: estoque de segurança alto (folgado), com controle simples (revisão periódica basta); guardar fusíveis quase não custa, e a falta custaria a produção.
c) C-X: revisão periódica, estoque de segurança baixo, lotes grandes e pouco controle.
d) A-Y: revisão contínua, estoque de segurança moderado; o item pesa no caixa, e o segundo fornecedor reduz o risco da falta.

10) Total: R$ 38.000.
a: 47,4% (acumulado 47,4%) → A; b: 25,0% (72,4%) → A; c: 11,1% (83,4%) → B; d: 8,2% (91,6%) → B; e: 4,7% (96,3%) → C; f: 2,4% (98,7%) → C; g: 1,3% (100%) → C.
Classe A: a e b, 2 de 7 itens (28,6%) com 72,4% do valor.
Classe B: c e d, 28,6% dos itens com 19,2% do valor.
Classe C: e, f e g, 42,9% dos itens com 8,4% do valor.

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